Após Gonet arquivar notícia-crime, Moraes nega pedido de prisão de Bolsonaro
Ministro do STF atende a recomendação do procurador-geral da República

Foto: Rosinei Coutinho/STF e Alan Santos/PR
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou nesta quarta-feira (2) o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na Suprema Corte por tentativa de golpe de Estado. O magistrado atendeu a recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), depois que o procurador-geral, Paulo Gonet, pediu o arquivamento da notícia-crime e foi contra a prisão do ex-parlamentar.
Gonet afirmou que a vereadora Liana Cristina (PT-PE), que protocolou o pedido, não está em legitimidade para fazer essa solicitação à Corte, além de não ter elementos de prova que justifiquem uma prisão do ex-presidente.
"Inegável, além disso, a flagrante ilegitimidade ativa dos requerentes para requerer medidas cautelares. Por outro lado, os relatos dos noticiantes não contêm elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade de ilícito penal, justificadora da deflagração da pretendida investigação", afirmou o chefe da PGR.
A notícia-crime entrou em pauta após Bolsonaro convocar apoiadores para um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. O movimento, que ocorreu em março, contou com 18,3 mil pessoas em apoio à anistia de condenados ou investigados por participação no 8 de janeiro de 2023. O protesto bloqueou o trecho da Avenida Atlântica entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira.
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