Após impacto de liquidações, MP junto ao TCU pede a Haddad revisão de critérios do FGC
Casos ligados ao Banco Master já elevam custo do fundo para cerca de R$ 51,8 bilhões

Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitando a revisão dos critérios de gestão e utilização do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
No documento, o órgão pede que o ministro avalie a possibilidade de encaminhar ao Conselho Monetário Nacional (CMN) uma recomendação para alterar o modelo atual, com o objetivo de reforçar a segurança, a transparência e a eficiência na administração do fundo.
“A revisão do critério atual é essencial para assegurar que o FGC cumpra sua finalidade de forma eficiente e transparente, prevenindo novas irregularidades e fortalecendo a confiança dos agentes econômicos e da sociedade no sistema financeiro nacional”, afirma o ofício.
Em janeiro, o CMN aprovou mudanças no estatuto e no regulamento do FGC. O colegiado é composto pelo Ministério da Fazenda, Banco Central e Ministério do Planejamento.
A discussão ocorre em meio aos desdobramentos do caso Master. Com a liquidação do Banco Pleno na última quarta-feira (18), subiu para oito o número de instituições ligadas ao grupo que entraram em regime de liquidação extrajudicial. O custo estimado para o fundo já chega a cerca de R$ 51,8 bilhões.
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