"Arbitrária, injusta e persecutória”, diz Wajngarten ao criticar PF sobre indiciamento em caso envolvendo joias
Assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten diz ter dado conselhos jurídicos para que as joias fossem devolvidas ao Tribunal de Contas da União (TCU)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Assessor e advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten criticou o caso de ter sido indiciado pela Polícia Federal (PF) por envolvimento no “caso das joias sauditas”. De acordo com ele, foi indiciado por ter “cumprido a Lei”, e classificou a que havia orientado, como advogado, de que os presentes recebidos por Bolsonaro quando “fossem imediatamente retornadas à posse do Tribunal de Contas da União”.
“Conselho jurídico não é crime. Minha sugestão foi acolhida e os presentes entregues imediata e integralmente recolhidos ao TCU”, afirmou o assessor do ex-presidente no X (antigo Twitter).
Wajngarten ainda classificou o ato da PF como uma "arbitrária, injusta e persecutória”, e pretende recorrer à OAB para continuar trabalhando.
Fabio Wajngarten disse que buscou informações com alguns auxiliares e ex-auxiliares de Bolsonaro, mas sem “participar de qualquer tipo de negociação”.
“Como assessor de imprensa e advogado do ex-presidente da República, busquei informações com alguns auxiliares e ex-auxiliares dele sem jamais – repito, sem jamais – participar de qualquer tipo de negociação”, defende.
Apesar da decisão da Polícia Federal, a instituição ainda precisa relatar o inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O meu indiciamento pela Polícia Federal se baseia na seguinte afronta legal: advogado, fui indiciado porque no exercício de minhas prerrogativas, defendi um cliente, sendo que em toda a investigação não há qualquer prova contra mim. Sendo específico: fui indiciado pela razão…
— Fabio Wajngarten (@fabiowoficial) July 4, 2024
O caso
O "caso das joias sauditas" foi investigado pela PF e contou com a parceria do FBI em abril e que envolveu a venda de um conjunto de presentes do governo da Arábia Saudita a Jair Bolsonaro quando chefiava o Executivo. Conforme a instituição, os itens teriam sido omitidos do acervo presidencial e vendidos nos Estados Unidos.
A lista da PF:
- Jair Bolsonaro
- Bento Albuquerque;
- José Roberto Bueno Júnior;
- Julio Cesar Vieira Gomes;
- Marcelo da Silva Vieira;
- Marcos André dos Santos Soeiro;
- Mauro Cesar Barbosa Cid;
- Fabio Wajngarten;
- Frederick Wassef;
- Marcelo Costa Câmara;
- Mauro Cesar Lourena Cid;
- Osmar Crivelatti