Ataque à Venezuela e captura de Maduro: veja a posição dos outros países
Aliados de Caracas condenam ação militar, Europa pede moderação e Argentina comemora ofensiva

Foto: Reprodução/Redes sociais
Governos de diversos países se manifestaram neste sábado (3) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a realização de ataques militares na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. As reações variaram entre condenações à intervenção, apelos por moderação e monitoramento da situação de segurança na região.
A Rússia classificou a ofensiva norte-americana como um “ato de agressão armada” e defendeu que as partes envolvidas evitem uma escalada do conflito, priorizando soluções diplomáticas. Cuba também se posicionou de forma crítica. O presidente Miguel Díaz-Canel descreveu a ação como um ataque “criminoso”.
O governo da Colômbia manifestou “profunda preocupação” com os desdobramentos e rejeitou medidas unilaterais que coloquem em risco a população civil. Na Venezuela, o governo decretou emergência nacional e anunciou a ativação de planos de defesa.
O Chile demonstrou preocupação com a escalada do conflito. O presidente Gabriel Boric defendeu uma solução diplomática e reiterou a importância das normas internacionais. Em publicação nas redes sociais, o gestor afirmou que “a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira”.
Na Europa, a Espanha pediu respeito ao direito internacional e a redução das tensões. Já Alemanha e Itália informaram que ativaram equipes de crise para acompanhar os acontecimentos em Caracas e avaliar a situação de seus cidadãos no país.
A União Europeia também se pronunciou. Em publicação na rede social X, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou ter tratado do tema com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e defendeu contenção.
“A UE afirmou repetidamente que o SR. Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos a moderação”, afirma a publicação.
Em posição oposta, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a ofensiva norte-americana. Em publicação no X, ao repercutir a notícia da captura de Maduro, Milei afirmou: “A liberdade avança”.
Entenda
O ataque à Venezuela foi confirmado pelo presidente Donald Trump neste sábado (3). Segundo o gestor, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados na ação.
Em comunicado, o regime venezuelano afirmou que o país sofreu ataques em diversas cidades, incluindo a capital, Caracas. Diante da situação, o país sul-americano declarou estado de emergência.
A ofensiva norte-americana ocorre após meses de ameaças e pressão militar na América Latina e no Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico de droga


