Barco naufraga no Mar Mediterrâneo e deixa 70 pessoas desaparecidas e outras mortas
Ong Mediterrânea Saving Humans aponta o caso como "falta de rotas de acesso seguras e legais"

Foto: Reprodução/RedesSociais
Um barco de madeira com 105 pessoas naufragou neste domingo (5), no mar Mediterrâneo. Ele havia partido da Líbia no sábado e trazia imigrantes de um país africano. Cerca de 70 pessoas estão desaparecidas até o fim desta manhã. Entre as vítimas estão homens, mulheres e crianças.
Duas morreram e mais 32 foram resgatadas por dois navios mercantes que desembarcaram na ilha italiana de Lampedusa. Um vídeo com imagens aéreas publicado pela Sea-Watch International nas redes sociais mostra o desespero dos tripulantes, agarrados ao casco, antes de serem resgatados.
A Sea-Wath Internacional publicou no X que, "há apenas 4 dias, 19 corpos de mortos congelados foram trazidos para Lampedusa".
"Estas não são tragédias isoladas, mas sim um padrão de violência na fronteira com o objetivo de matar. Não esqueceremos os falecidos e não perdoaremos os políticos responsáveis", disse a Sea-Wath.
A Mediterranea Saving Humans também publicou sobre o caso na rede social. Eles apontaram o caso como "falta de rotas de acesso seguras e legais".
"Compartilhamos a dor dos sobreviventes, de suas famílias e entes queridos. Este último naufrágio não é um acidente trágico, mas sim a consequência de políticas governamentais europeias que se recusam a abrir rotas de acesso seguras e legais”, escreveu a Mediterranea Saving Humans, na mesma plataforma.
De acordo com a Organização Internacional para Migrações, desde o início de 2026, 683 migrantes morreram ou ainda estão desaparecidos em travessias pelo Mar Mediterrâneo.


