Bolsonaro diz que 'liberação da maconha' aumentou número de homicídios no Uruguai
Uso recreativo da planta é descriminalizado desde 2013 no país

Foto: Reprodução/Youtube
Em transmissão ao vivo na noite desta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a regulamentação do uso recreativo de maconha no Uruguai impactou no aumento do número de homicídios no país. O chefe do Executivo não mostrou dados que comprovem a relação.
"Temos o Uruguai que há poucos anos regulamentou a maconha e estamos vendo o reflexo agora na explosão do número de homicídios, em função em grande parte, da maconha", afirmou o presidente ao citar os males da liberação da planta.
Segundo a organização internacional Insight Crime, no entanto, o aumento da onda de violência no país sul-americano é consequência do narcotráfico, já que o Uruguai é um território usado para o trânsito para a cocaína que viaja da América do Sul para Europa e África.
No país sul-americano, a legislação uruguaia, ao liberar o uso recreativo da maconha em 2013, implementou mecanismos para a aquisição, que se baseiam no cultivo próprio, os clubes de cannabis e a compra em farmácias. As três medidas funcionam sob regulamentação estatal.
Sobre a possibilidade da liberação do uso recreativo da maconha no Brasil, o presidente afirmou que "nós sabemos que esse povo de esquerda, quase todos, são favoráveis a liberação das drogas". "A liberação da maconha não leva a lugar nenhum, vai levar a violência, outros males, que a tendência daquele país é entrar em desgraça", concluiu.
Vacinação
Na transmissão, o presidente comentou ainda sobre o início da vacinação contra a Covid-19 no país e afirmou que o governo dele sempre prezou pela liberdade das pessoas de escolherem se vacinar ou não, de forma voluntária.
Para Bolsonaro, no entanto, o governo estadual da Bahia impôs medidas para incentivar a vacinação, tornando-a quase obrigatória.
"Alguns governadores exigiram a vacina até para buscar os serviços públicos, até para retirar a carteira de habilitação. A Bahia foi um dos estados que mais impôs medidas para obrigar as pessoas a tomarem a vacina, não respeitou a liberdade", concluiu.