Bombeiros alertam para correntes de retorno após mais de 300 resgates aquáticos no Paraná
Corporação registrou 332 resgates aquáticos entre 19 de dezembro e 1º de janeiro

Foto: David Szpilman / Sobrasa
O Corpo de Bombeiros registrou 332 resgates aquáticos entre 19 de dezembro e 1° de janeiro no litoral do Paraná. Dos resgates registrados, dois estavam em grau crítico, com parada cardiorrespiratória, enquanto três mortes foram identificadas no período.
A principal causa dos afogamentos, conforme informado pelo Corpo de Bombeiros, são as correntes de retorno, formada pelo retorno da água que chega à faixa de areia com as ondas, e retornam ao alto-mar, com uma forte correnteza capaz de deslocar banhistas.
Tamires Silva Pereira, capitã do Corpo de Bombeiros detalha que condições como mar agitado, ventos fortes e, principalmente, os períodos e lua cheia e lua nova agravam a possibilidade das correntes.
A capitã destacou que as correntes de retorno são naturais, podem ocorrer em qualquer ponto do litoral e podem mudar ao decorrer do dia. Elas aparecem com mais frequência próximas a morros, pedras e estruturas artificiais.
Elas podem ser identificadas visualmente em um trecho em meio a duas ondas. Porém, nem sempre é possível visualizar o fenômeno, que pode estar presente apenas em baixo da água, com a mesma intensidade. A capitã destaca que é necessário pedir orientação a um guarda-vidas do posto no local onde pretende entrar no mar.
O corpo de bombeiros realizou 86.408 ações preventivas, como orientações sobre segurança e prevenção de acidentes com correntes de retorno. A corporação aponta a necessidade de instruir a população sobre os riscos para minimizar as ocorrências.
Recomendações para evitar afogamentos
Segundo o capitã, caso o banhista seja puxado por uma dessas correntes, ele deve acenar por ajuda. Em nenhuma hipótese é recomendado nadar contra a corrente e sim para a lateral dela, até sair da faixa da corrente.
Tamires também informou que caso a pessoa saiba boiar, é importante manter-se flutuando até chegada dos guarda-vidas.
É importante respeitar as placas que indicam perigo como o risco de correntes de retorno. A principal orientação é aproveitar a praia nas áreas protegidas por guarda-vidas que ficam entre duas bandeiras vermelho e amarelo.
Outra recomendação é evitar consumir álcool antes de entrar no mar, pois ele reduz a capacidade de reação em emergências.
O Corpo de Bombeiros alerta que em caso de afogamento é necessário acionar imediatamente um socorrista, e evitar entrar na água para tentar fazer o resgate, ao informar que muitas pessoas se afogam ao tentar ajudar outras.
Confira recomendações listadas:
-procure sempre locais protegidos por guarda-vidas
-lembre-se: água no umbigo é sinal de perigo
-respeite todas as placas de sinalização de risco
-converse com o guarda-vidas para saber os pontos mais seguros para banho
-nunca nade próximo a pedras, encostas ou molhes
-mantenha crianças sempre no raso e ao alcance de um braço do adulto responsável
-evite ingestão de álcool antes de entrar no mar
-ao ver alguém em perigo, acione imediatamente os guarda-vidas ou o telefone 193


