Boulos reconhece que o fim da escala 6x1 pode gerar aumento nos custos das empresas
No entanto, segundo o ministro, a própria dinâmica do mercado deve limitar o quanto desse valor poderá ser passado ao consumidor final

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reconheceu que o fim da escala 6x1 pode causar um aumento dos custos das empresas. Segundo ele, o governo espera que a proposta seja aprovada antes de julho. A declaração foi realizada em entrevista ao Valor Econômico.
Ainda de acordo com Boulos, a própria dinâmica do mercado deve limitar o quanto desse valor poderá ser passado ao consumidor final.
"Tem limite para repasse de preço. Todo empresário sabe disso. Só no setor monopolista que não tem limite para o repasse. Em qualquer setor concorrencial, você não pode fazer um repasse inflacionário, porque aí vem outro e toma o seu mercado", disse o ministro.
Além disso, Boulos também descartou a possibilidade da criação de compensações para mitigar possíveis efeitos da medida. No entanto, caso o Congresso chegue a instituí-las, caberá ao presidente Lula sancioná-las ou não.
Segundo o ministro, a estratégia do governo de enviar a medida como Projeto de Lei com regime de urgência e não como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) visa colocar um limite de tempo no processo.
"A PEC está protocolada há quase um ano e meio na Câmara. Ela foi andar agora na CCJ e a passos lentos. O PL com regime de urgência estabelece 45 dias, senão tranca a pauta. Se dentro desses 45 dias for aprovada a PEC, não é um problema. O que o governo quer, seja por PL ou por PEC, é acabar com a escala 6X1", disse.
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