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Brasil está se aproximando do fim da terceira onda de Covid-19, causada pela variante Ômicron, diz Fiocruz

As informações foram divulgadas no último boletim do Observatório Covid-19

Por Da Redação
Ás

Brasil está se aproximando do fim da terceira onda de Covid-19, causada pela variante Ômicron, diz Fiocruz

Foto: Reprodução/Banco de Imagens

De acordo com as informações divulgadas no último boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o Brasil está se aproximando do fim da terceira onda de Covid-19, causada pela variante Ômicron.  

Segundo publicação, o país registrou a menor marca de óbitos pela doença desde maio de 2020, com uma taxa de 0,3 por 100 mil habitantes, além de uma redução considerável do número de novas infecções e internações nos leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) do SUS.

Especialistas ouvidos pelo R7 afirmaram que, Apesar da imprevisibilidade com que o Sars-Cov-2 pode sofrer mutações com potencial para causar preocupação e com novos aumentos de casos, a perspectiva para o terceiro ano de pandemia é otimista.

O pesquisador do Observatório Covid-19, Christovam Barcellosm disse que a forma como a população aderiu à vacina foi importante para que a terceira onda se mostrasse menos letal do que a causada pela variante Gama, por exemplo.

Barcellos destaca que o momento permite mais tranquilidade em relação às medidas de proteção, como mostra a tendência de alguns estados e municípios de derrubarem a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados e ao ar livre, com exceção de transportes públicos, unidades de saúde e no transporte aéreo.

A cobertura vacinal pode ser uma das explicações de porque mesmo sendo mais transmissível, a Ômicron causou menos mortes do que a variante Gama, responsável pela segunda onda da pandemia no Brasil no primeiro semestre de 2021, período em que o país registrou mais de 300 mil mortes por Covid-19.   

O geneticista Renan Pedra, professor de genética da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), explicou que se espera que novas variantes não sejam “dramaticamente piores do que as que já circularam durante a pandemia”.

Pedra também destaca que as cepas têm mostrado um comportamento diferente no Brasil em comparação com o restante do mundo. A Delta, por exemplo, causou preocupação na Europa e na Índia, mas passou despercebida pelos brasileiros. Assim como a BA.2, subvariante da Ômicron, que já se tornou mundialmente dominante, mas não provocou uma nova explosão de casos no país.  De acordo com o geneticista, ainda não há explicações científicas de por que o comportamento das variantes é diferente entre os brasileiros.

Estudos indicam que a vacinação completa oferece uma proteção adicional a quem já teve Covid-19, isto é, potencializa a imunidade natural adquirida após a infecção. Vale destacar que nenhuma vacina anti-Covid em aplicação no mundo é capaz de impedir totalmente que o vírus entre no organismo, mas são comprovadamente eficazes para evitar casos graves e mortes pela doença.

Entretanto, Barcellos afirma que não sabe quanto tempo essa imunidade poderá durar. “O nosso medo é de que daqui a seis meses nós vamos precisar de uma vacina de reforço ou uma renovação das vacinas que já existem, porque pode surgir uma variante que ameace o sistema imunológico novamente”.

Apesar da melhora nos números envolvendo a doença no país, os especialistas alertam que ainda é cedo para pensar em uma previsão para o fim da pandemia, ou mesmo para que a doença seja reclassificada como uma endemia no país.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu, na última quarta-feira (13), manter a Covid-19 no status de pandemia, como uma emergência de saúde internacional pela imprevisibilidade com o que o coronavírus evolui.

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