Bruno Reis diz que vai recorrer decisão judicial que suspende leilão
Terreno seria leiloado na sexta-feira (15) com valor inicial de R$ 10 milhões

Foto: Betto Jr. /Secom | Reprodução
O prefeito Bruno Reis (União) afirmou, nesta quinta-feira (14), que vai recorrer a decisão judicial que suspendeu o leilão do terreno com área de proteção ambiental no Corredor da Vitória, em Salvador. A liminar foi assinada pelo juiz federal Marcel Peres, da Sexta Vara Federal da Seção Judiciária do Estado da Bahia.
“Lamento a decisão do Poder Judiciário. Vamos recorrer e ter uma certeza que ao final, depois de todos os pontos esclarecidos, porque há muito fake news em relação à área de proteção ambiental. Primeiro, já existe uma lei vigor que não pode construir. Segundo, no edital de licitação, deixa claro, que é não edificável, mas, quem não quer perder a vista lateral, a privacidade da sua piscina... eu estou errado?”, disse.
De acordo com o gestor municipal, o valor arrecadado com o leilão tem o intuito de não gerar mais impostos e o valor ser destinado às obras. “Essa área vai representar para a cidade, do mesmo jeito que ela está ali, vai continuar para 10 anos daquele jeito, R$ 58,8 milhões no ano que me permite fazer encostas, escadarias, novas creches, postos, e manter o custeio da cidade. [...] Então, se o prefeito não pode aumentar o imposto que foi um compromisso para eu assumi. Só há um caminho a aumentar a base arrecadatória, a ter mais novos contribuintes”.
O terreno que estava pronto para ir a leilão na próxima sexta-feira (15) tinha valor inicial de R$ 10.900,000,00, medindo 6.699,00 m². As áreas, distribuídas em aproximadamente 10 bairros, foram colocadas à disposição para consulta por meio do site da Secretaria da Fazenda.
“A mansão Costa Pinto doou um terreno para a Prefeitura para não pagar IPTU. Aí agora a Prefeitura desafeta esse terreno, vai vender o potencial construtivo, vai continuar a área de proteção ambiental, não vai ter um paralelepípedo, uma pá de cimento, um bloco, uma área que vai continuar intacta, preservada ambientalmente”, afirmou o prefeito.