Condenado pela morte de Eliza Samudio, Bruno admite omissão e nega ser mandante
Goleiro afirma em podcast que sabia do risco, cita possível envolvimento de facção e rejeita imagem de “vilão absoluto”

Foto: Redes sociais
Condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, o ex-goleiro Bruno Fernandes voltou a comentar o caso registrado em 2010. Em entrevista ao Geral Podcast, ele admitiu ter sido omisso diante da situação, mas negou ter ordenado a morte.
Durante a conversa, Bruno afirmou que tinha conhecimento de que algo poderia acontecer, porém não tomou atitudes para evitar. Ao relembrar o julgamento, relatou o diálogo que teve com o juiz no tribunal. “A situação que aconteceu, eu até falei no meu júri quando o juiz me perguntou: ‘Você mandou fazer isso?’. Eu falo: ‘Não’. ‘Mas você sabia?’. Eu sabia, mas eu não mandei”, declarou.
Na sequência, reconheceu a própria responsabilidade por não ter agido. “Eu fui omisso. O meu erro na situação foi ter sido omisso. Isso faz de mim uma pessoa inocente? Não. Eu nunca falei que eu sou inocente, mas eu também não sou o demônio da parada”, completou.
O ex-atleta também mencionou que o episódio envolveria pessoas ligadas a uma facção criminosa, mas não apresentou detalhes. “Eu tive que segurar um problema muito grande, porque a situação envolve facção. Envolve pessoas que vão além do que vocês imaginam”, disse.
Ao encerrar o tema, Bruno afirmou que espera, no futuro, ter a oportunidade de conversar com o filho. “Espero que, no momento oportuno, ele me dê uma oportunidade pra mim falar com ele o que eu tenho que falar. É ele que precisa saber desse esclarecimento. Só ele, mais ninguém”, finalizou.


