Corrida Mulheres pela Vida mobiliza Salvador contra o feminicídio no Dia Internacional da Mulher
Evento esportivo e social espera reunir 4 mil participantes entre Ondina e Farol da Barra

Foto: Samara Figueiredo / Farol da Bahia
Salvador recebe neste domingo (8), data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a segunda edição da Corrida Mulheres pela Vida. Mais do que uma prova esportiva, o evento se propõe a ser um ato público de mobilização social contra o feminicídio e a violência de gênero.
A largada está marcada para as 7h, na quadra de Ondina, com chegada no Farol da Barra. Os percursos serão de 3 km e 5 km, e a expectativa da organização é reunir cerca de quatro mil participantes nas ruas da capital baiana.
A iniciativa busca unir esporte e conscientização, transformando a corrida em um espaço de visibilidade e fortalecimento das redes de apoio às mulheres. Em 2026, a embaixadora do evento é a atleta baiana Núbia de Oliveira, que ganhou destaque nacional ao conquistar o terceiro lugar na Corrida Internacional de São Silvestre.
Além da mobilização social, a prova também contará com premiação para as três primeiras colocadas no percurso de 5 km: R$ 3 mil para a vencedora, R$ 2 mil para a segunda colocada e R$ 1 mil para a terceira.
A corrida é organizada pela ONG Ampara Mulher e pelo Instituto de Mulheres Negras Luiza Mahin, com apoio de instituições públicas e privadas.
Coordenadora do coletivo LGBTQIAPN+ Laleska Capri, Paulete Furacão destacou o caráter social da iniciativa e o papel do esporte na mobilização da sociedade.
“A corrida em alusão ao Dia Internacional da Mulher surge também como resposta ao aumento significativo de feminicídios tanto na Bahia quanto no Brasil. É uma forma de retorno social para que a gente possa, de alguma maneira, estancar essa pandemia. O machismo ainda é um grande problema da sociedade e o esporte se torna uma ferramenta de mobilização para mulheres e homens se unirem nessa luta”, afirmou.
Paulete também reforçou que o movimento busca ampliar o debate sobre a violência contra diferentes grupos de mulheres. “Essa corrida é para que a gente possa construir uma nova sociedade e discutir um dos grandes problemas sociais que afeta mulheres cisgênero e também transgênero. É uma luta de todas as mulheres e de todos os homens”, completou.


