Covid-19: restrições a eventos públicos e uso de máscara foram essenciais para conter vírus, afirma estudo
Cientistas descobriram que a restrição a eventos públicos reduziu a taxa de crescimento de casos e mortes em cerca de cinco vezes

Foto: Gerd Altmann por Pixabay
De acordo com um recente estudo realizado por Louise Russel, da Universidade da Pensilvânia (EUA), e co-autores, as restrições a eventos públicos e os mandatos para uso obrigatório de máscara reduziram significativamente a propagação da Covid-19 no Brasil.
A partir do início da pandemia da Covid-19, em fevereiro de 2020, os estados brasileiros implementaram uma série de intervenções não farmacêuticas para tentar conter o avanço da doença, como isolamento social e adequação ao home office.
Os cientistas descobriram que a restrição total a eventos públicos reduziu a taxa de crescimento de casos e mortes em cerca de cinco vezes, passando da média de 1,30, para 0,227.
As restrições parciais para essas cerimônias foram igualmente eficazes, indicando que poderia ter tido um relaxamento da medida sem que aumentassem os casos.
O uso obrigatório de máscara também foi efetivo para a contenção e redução da taxa de crescimento em cerca de 6% e foi mais eficaz do que o uso parcial. A combinação das restrições com o uso de máscara diminuiu a taxa para quase 1 — ponto em que os casos e as mortes não estavam mais aumentando.
Segundo o estudo, estas medidas foram importantes para, principalmente, controlar a Covid-19 em países de renda média e baixa, como o Brasil, que possui trabalhadores em empregos informais e sem segurança, infraestrutura precária para ensino a distância e menos capacidade de estimular a economia, por exemplo.