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Daniel Vorcaro, do Banco Master, deixa prisão em Guarulhos e passa a usar tornozeleira eletrônica

Tribunal Regional Federal substituiu prisão preventiva por medidas cautelares; outros quatro executivos também foram liberados sob monitoramento.

Por Da Redação
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Atualizado
Daniel Vorcaro, do Banco Master, deixa prisão em Guarulhos e passa a usar tornozeleira eletrônica

Foto: Reprodução/BancoMaster | Bruna Vieira/TV Globo

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou no fim da manhã deste sábado (29) o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo, após decisão da Justiça Federal que substituiu a prisão preventiva por medidas restritivas. Ele e outros quatro executivos da instituição financeira serão monitorados por tornozeleira eletrônica durante a investigação da Operação Compliance Zero.

A libertação foi determinada pela desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que considerou suficientes medidas alternativas para garantir o andamento das apurações. A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou a saída do banqueiro e informou que o monitoramento será feito pelo Centro de Controle e Operações Penitenciárias da Polícia Penal.

Vorcaro deixou o presídio às 11h40, usando boné e camiseta branca, acompanhado de seus advogados. Ele havia sido transferido para o CDP na última segunda-feira (24), após dias detido na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Além de Vorcaro, também foram soltos Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco. As defesas dos quatro ainda não se manifestaram.

Entre as medidas impostas pela Justiça, os executivos devem comparecer periodicamente ao Judiciário, não podem manter contato entre si ou com outros investigados, e estão proibidos de deixar seus municípios sem autorização. Os passaportes permanecem retidos.

Ao justificar a decisão, a desembargadora afirmou que, apesar da gravidade dos fatos e do volume financeiro envolvido, as medidas cautelares são suficientes neste momento para resguardar o processo, prevenir novas irregularidades e evitar risco de fuga.

Na sexta-feira (28), a defesa de Vorcaro acionou o Supremo Tribunal Federal questionando a competência da Justiça Federal para conduzir o caso e alegando falta de elementos concretos que justificassem a prisão. O pedido foi encaminhado ao ministro Dias Toffoli, ainda sem data para julgamento.

Vorcaro foi detido no dia 17 de novembro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai. A prisão ocorreu na esteira da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema de fraudes envolvendo papéis vendidos ao Banco de Brasília (BRB) e emissão de títulos de crédito falsos.

Segundo a Polícia Federal, o esquema pode ter movimentado até R$ 12 bilhões, e o Banco Central decretou, no dia da operação, a liquidação extrajudicial do Banco Master, além da indisponibilidade de bens dos controladores e ex-administradores.
 

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