Deputada do PSOL aciona PGR para tirar Bolsonaro da prisão domiciliar após fala de Eduardo
Segundo Talíria Petrone, há uma suposta violação de restrições judiciais

Foto: Agência Brasil/José Cruz
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) protocolou uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixe a prisão domiciliar e volte a cumprir pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, mais conhecido como Papuda, em Brasília.
De acordo com a parlamentar, a ação foi motivada por uma fala do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Durante um evento conservador no Texas, no domingo (29), ele disse que estava gravando e “mostrando” para o pai.
“Restando comprovada a burla às restrições inerentes ao cumprimento da pena, por meio do uso de interpostas pessoas para comunicação pública, peço que esta PGR requeira formalmente ao ministro relator, Alexandre de Moraes, do STF, a revogação da prisão domiciliar humanitária temporária de Jair Bolsonaro”, diz a peça apresentada pela deputada.
Ao autorizar a prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente está sujeito a uma série de medidas cautelares. Uma delas é a proibição do uso de celular e de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Além de mencionar a conduta de Eduardo nos EUA, a congressista afirma, no documento, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro “tem publicado vídeos em seu canal no YouTube” para “expor a rotina” do ex-presidente.
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro explique, no prazo de 24 horas, a declaração de Eduardo.


