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Dólar sobe e bolsa cai após tensão no Oriente Médio e inflação acima do esperado

Moeda norte-americana se aproxima de R$ 5,25, enquanto Ibovespa recua mais de 2% em meio à alta do petróleo e incertezas sobre juros no Brasil

Por Da Redação
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Dólar sobe e bolsa cai após tensão no Oriente Médio e inflação acima do esperado

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A intensificação do conflito no Oriente Médio e a inflação acima do esperado no Brasil provocaram um dia de forte instabilidade no mercado financeiro. O dólar registrou alta expressiva e se aproximou da marca de R$ 5,25, enquanto a bolsa de valores interrompeu a sequência de recuperações e caiu mais de 2%.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (12) vendido a R$ 5,242, com avanço de R$ 0,084 (+1,62%). A moeda chegou a operar próxima da estabilidade nos primeiros minutos de negociação, mas ganhou força após a abertura dos mercados nos Estados Unidos e terminou o dia perto da máxima.

O real acompanhou o desempenho de outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Apesar da valorização da moeda norte-americana nesta sessão, o dólar ainda acumula queda de 4,42% frente ao real em 2026.

O mercado acionário também apresentou forte volatilidade. Após três pregões consecutivos de alta, o índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o dia aos 179.284 pontos, com recuo de 2,55%.

O principal motivo da turbulência foi a disparada do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio nas últimas 24 horas.

O barril do petróleo do tipo Brent, referência nas negociações globais, fechou cotado a US$ 101,26, com valorização superior a 8%. A alta ocorreu após o novo líder do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, anunciar a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Ainda nesta quinta-feira, o Irã teria incendiado dois petroleiros em águas do Iraque e atacado três embarcações no Golfo Pérsico, agravando o cenário de tensão na região.

Além dos fatores externos, questões internas também pressionaram o mercado financeiro. A divulgação da inflação oficial de fevereiro teve impacto negativo sobre a bolsa.

Embora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha apresentado queda no acumulado de 12 meses, a taxa mensal de 0,7% registrada em fevereiro superou a projeção de 0,65% da maioria das instituições financeiras.

Uma inflação acima das expectativas diminui a probabilidade de o Banco Central reduzir a taxa Selic, os juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual na reunião prevista para este mês. Juros elevados tendem a pressionar a bolsa de valores, pois incentivam investidores a migrar recursos do mercado acionário para aplicações de renda fixa, como os títulos do Tesouro Nacional.

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