Entenda mais sobre o câncer de cérebro, doença que vitimou Oscar Schimidt
Doença costuma frequentemente evoluir de maneira silenciosa

Foto: Divulgação
O esporte brasileiro está em luto nesta sexta-feira (17) com a morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt. Ele era um dos maiores jogadores da modalidade no Brasil e lutava há mais de dez anos contra um tumor cerebral.
“Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, afirmou a equipe de Oscar à coluna de Fábia Oliveira ao portal Metrópoles.
O câncer cerebral que atingiu Oscar ainda gera algumas dúvidas. A doença costuma frequentemente evoluir de maneira silenciosa e só costuma ser descoberta em estágios mais avançados.
Alguns especialistas que foram ouvidos pela coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, revelaram que tumores no cérbero poderão se manifestar de formas diversas, a depender da localização e tipo de lesão, o que poderá prejudicar o diagnóstico prévio. Segundo informado pelo neurocirurgião Wilson Faglioni Jr., integrante da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, os primeiros sinais da doença não estão totalmente claros.
“Os tumores cerebrais podem apresentar sintomas variados, como dores de cabeça persistentes, alterações visuais, convulsões, perda de força em membros e até mudanças de comportamento. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com outras condições, o que pode atrasar a investigação adequada”, disse.
De acordo com o especialista, a atenção e sintomas progressivos é considerado fundamental. “O que chama atenção, do ponto de vista médico, é a evolução desses sintomas. Quando há piora progressiva, especialmente associada a déficits neurológicos, é essencial buscar avaliação especializada e exames de imagem”, disse.
Ainda de acordo com o neurocirurgião, nem todos os tumores são iguais. “Existem tumores benignos e malignos, além de diferentes graus de agressividade. O tratamento depende de uma série de fatores, como localização, tamanho e condição clínica do paciente. Pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia, muitas vezes de forma combinada”, disse.
O também neurocirurgião Eduardo Quaggio destacou que os avanços da medicina possuem várias possibilidades terapêuticas. “Hoje contamos com técnicas cirúrgicas cada vez mais precisas e minimamente invasivas, além de tratamentos complementares que aumentam a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou.
O diagnóstico prévio ainda permanece desafiador. “Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as chances de controle e melhores são os resultados do tratamento. Por isso, sintomas neurológicos persistentes nunca devem ser ignorados”, afirmou.
LEIA TAMBÉM:
-> Lula lamenta morte de Oscar Schmidt: "Maior ídolo da história do basquete"
-> O que Tadeu Schmidt já disse sobre o irmão Oscar, a quem chamava de 'ídolo'


