Entenda por que o tratamento da água gerada na produção de petróleo preserva a vida marinha!

Bahia abriga infraestrutura que já tratou mais de 1,8 milhão de m³ do efluente líquido

Por Michel Telles
Às

Entenda por que o tratamento da água gerada na produção de petróleo preserva a vida marinha!

Foto: Divulgação

No processo de exploração e produção de petróleo, seja em plataformas marítimas ou em campos terrestres, surge um efluente líquido que representa um dos maiores desafios ambientais do setor de óleo e gás: a água produzida. Gerada pela mistura entre a água já presente nas chamadas rochas-reservatório e a água injetada durante a produção, quando retorna à superfície, carrega diversos contaminantes que demandam tratamento especializado antes do descarte.  

Alexandre Pim, Gerente Comercial da Cetrel, explica que, mesmo em operações longe da costa e nas refinarias, o efluente tratado tem como destino o oceano. Isso ocorre através de emissários submarinos, que levam o líquido para áreas de maior dispersão e a diluição. “Quando o tratamento é ineficiente ou mal monitorado, há risco de lançamento de efluentes com alta carga orgânica, óleo residual ou metais pesados capazes de alterar o equilíbrio ecológico e comprometer organismos essenciais, como fitoplânctons, corais, moluscos e peixes – base de toda a cadeia alimentar marinha”, afirma. 

O especialista reforça que a poluição marinha provocada por efluentes industriais nem sempre é visível a olho nu, mas seus efeitos são persistentes e cumulativos. Por isso, um dos principais obstáculos é garantir que todo o volume tratado atenda a padrões de qualidade exigidos, assegurando a preservação dos ecossistemas costeiros e oceânicos.  

Expertise no tratamento de grandes volumes 

Em campos offshore, bases onshore ou refinarias, o objetivo é remover ao máximo a presença de contaminantes, diminuindo a concentração de poluentes a níveis seguros e compatíveis com os limites regulatórios de descarte. Nesse cenário, devido à infraestrutura, experiência e conformidade ambiental, a Cetrel se destaca como uma das maiores referências nacionais no tratamento de água produzida.  

Ao longo dos anos, a empresa já tratou mais de 1,8 milhão de m³ desse efluente. Sua atuação envolve todas as etapas da cadeia de gestão, incluindo o monitoramento contínuo da logística, rastreabilidade das cargas, gestão de riscos, além de planos de contingência para possíveis emergências ambientais. 

“O modelo operacional é estruturado conforme as necessidades e localização do cliente. Nos casos em que a água produzida é proveniente de operações marítimas, o recebimento ocorre no Porto de Aratu (BA), sendo realizado o descarregamento para tanques dedicados. A partir desses tanques, o efluente é transferido para caminhões e transportado até a elevatória da Cetrel, em Imbassaí (BA)”, ressalta Pim.  

Nesta unidade, a água produzida passa por etapa de pré-tratamento antes do tratamento final realizado na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) da empresa. Depois dessas etapas, o líquido é destinado ao emissário submarino da Cetrel. A depender da localização do cliente e da logística adotada, o recebimento da água produzida pode ocorrer diretamente por transporte rodoviário, sem necessidade de passagem pelo porto. “O conjunto de capacidades técnicas, operacionais e logísticas posiciona a Cetrel entre as soluções mais completas do país para o tratamento e a destinação ambientalmente adequada da água produzida”, pontua Alexandre Pim.  

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