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Fé, pertencimento e tradição popular: Festa de Iemanjá reúne multidão no Rio Vermelho nesta segunda

Programação teve início na noite de domingo (1) e segue até às 16h

Por Inara Almeida
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Fé, pertencimento e tradição popular: Festa de Iemanjá reúne multidão no Rio Vermelho nesta segunda

Foto: Divulgação/Secom PMS

Com mais de um século de devoção, a celebração a Iemanjá confirma a força simbólica do 2 de fevereiro em Salvador. Reconhecida como patrimônio cultural da cidade, a festa acontece nesta segunda-feira (2), no bairro do Rio Vermelho, reunindo, desde à noite anterior e as primeiras horas da madrugada, milhares de fiéis e admiradores da tradição.

A programação teve início na noite de domingo (1), com a entrega do presente de Oxum, no Dique do Tororó. Hoje, o presente principal de Iemanjá é entregue no Rio Vermelho, às 16h. Ao longo do dia, fiéis também podem participar das homenagens na Casa de Iemanjá.

Para a estudante de Direito Rebeca Queiroz, 25, a Festa de Iemanjá é um espaço de aprendizado e reverência, mesmo para quem não é de uma religião de matriz africana. “Embora eu não seja de religião de matriz africana, a festa de Iemanjá me ensinou muito sobre respeito, sobre reverência, sobre fé, sobre potência. Ela me ensinou, acima de tudo, a honrar as figuras femininas da nossa ancestralidade”, disse.

Segundo Rebeca, a celebração também desperta um olhar mais atento para o autocuidado e a força feminina. “Aprendi a reconhecer o quanto sou abençoada por ter a proteção dessas figuras maternas que nos banham nas águas e nos oportunizam reenergizar, resgatar a nossa força, o autocuidado e a nossa beleza. A festa de Iemanjá é uma memória viva de tudo que somos, de tudo que fomos e de tudo que ainda seremos”, completa.

Essa dimensão que extrapola o campo religioso é destacada pelo babalorixá e doutor em Ciências Sociais, pai Rodney William. Para ele, embora a festa tenha um significado profundo para o povo do candomblé e das religiões de matrizes africanas, sua projeção nacional e internacional revela um sentido mais amplo.

“Iemanjá assume o arquétipo da Grande Mãe e desperta um apelo afetivo que a faz transcender os terreiros, sendo respeitada até por pessoas que nunca pisaram em um, mas compreendem a força de sua presença ancestral”, explica.

Ainda segundo o babalorixá, o hábito de oferecer presentes à Rainha do Mar tem origem em tradições africanas que ganharam dimensão popular, fortalecendo o diálogo inter-religioso e a tolerância. “As tradições afro-brasileiras são inclusivas. Todas as pessoas são bem-vindas, e Iemanjá é celebrada como orixá, como divindade afro-brasileira, com toda a força do povo de axé”, conclui.

A programação segue ao longo de toda esta segunda-feira (2), no bairro do Rio Vermelho, com a concentração dos festejos nas imediações da Casa de Iemanjá. O acesso ao local conta com esquema especial de trânsito e transporte.

 

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