Homem é preso suspeito de produção ilegal de fogos de artifício na Bahia
Ele é filho do proprietário de uma fábrica que explodiu em 1998
Foto: Reprodução/MPT-BA
Foi preso na última terça (12) o filho do proprietário de uma fábrica de fogos de artifício que sofreu uma explosão há 25 anos em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano. Ele é suspeito de envolvimento na produção ilegal desses artefatos. O indivíduo foi ouvido em depoimento e posteriormente liberado, conforme divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-BA).
De acordo com o órgão, a organização Artesanato de Fogos Boa Vista, pertencente a Gilson Prazeres Bastos Nunes e situada em Santo Antônio de Jesus, conduziu o transporte e armazenamento de substâncias explosivas sem observar as normas de segurança estabelecidas e sem a devida autorização do Exército Brasileiro.
Ainda de acordo com o MPT, desde que a explosão ocorreu em 1998, a produção de fogos de artifício na região não era realizada em um local específico e passou a ser feito dentro de casas e na zona rural, o que dificultava a fiscalização.
A ação de fiscalização contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-BA), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e do Conselho Regional dos Químicos (CRQ).
Acidente
O acidente aconteceu pouco antes das 11 da manhã do dia 11 de dezembro de 1998. Homens, mulheres e crianças dividiam o espaço confeccionando os fogos de artifício. No dia do acidente, havia cerca de 1,5 tonelada de pólvora no local.
Em 2020, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos pela morte das 64 pessoas, a maioria mulheres e crianças negras, na explosão da fábrica “Vardo dos Fogos”.