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Inflação da Região Metropolitana de Salvador dispara em março e se torna a mais alta do Brasil

Resultado foi puxado pela alta da gasolina e dos alimentos

Por Da Redação
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Inflação da Região Metropolitana de Salvador dispara em março e se torna a mais alta do Brasil

Foto: Secom PMS

A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou forte alta em março e atingiu 1,47%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE. O resultado representa a maior taxa entre as regiões pesquisadas no país no mês e o nível mais elevado em quatro anos.

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação mais que triplicou em relação ao verificado em fevereiro (0,40%), ficou acima do nacional (0,88%) e foi o maior dentre os 16 locais pesquisados. Também foi o mais alto em 4 anos, desde o registrado em março de 2022 (1,53%).

O índice acelerou de forma significativa em relação a fevereiro, quando havia ficado em 0,40%. No Brasil, a inflação foi de 0,88% em março, também acima do mês anterior (0,70%). Após Salvador, as maiores altas foram registradas em São Luís (1,39%) e na Região Metropolitana de Belém (1,31%), enquanto as menores ocorreram em Rio Branco (0,37%), Goiânia (0,40%) e Curitiba (0,70%).

Com altas em sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o IPCA de março na RMS foi puxado pelo maior aumento dos transportes em 20 anos (4,79%), com mais força da gasolina, que teve a maior alta em 30 anos (17,37%), e pelos alimentos, que tiveram a maior inflação em 6 anos (2,26%).

Dos 10 itens que mais aumentaram, sete foram alimentos consumidos em casa, puxados pela batata-inglesa (55,15%) e pelo tomate (49,25%). Três foram despesas do grupo transportes, sendo duas delas com combustíveis.

Outros combustíveis também registraram aumentos expressivos, como o diesel (23,83%), maior alta desde o início da série na região, em 2012, e o etanol (10,14%).

Entre os itens com maiores elevações no mês, predominam alimentos e combustíveis, responsáveis pela maior parte da pressão inflacionária na região.

A inflação só não foi mais elevada devido à queda de preços em alguns grupos, como vestuário (-0,41%) e habitação (-0,30%). No primeiro caso, houve redução nos preços de itens como tênis e bermudas masculinas, enquanto, em habitação, a principal influência veio da energia elétrica (-0,44%).

Também contribuíram para conter o índice quedas em serviços como hospedagem (-5,57%) e transporte por aplicativo (-5,95%).

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