'Irã não deve ter permissão para armas nucleares', diz Netanyahu após ataques
Líderes de Israel e dos EUA defendem operação militar e citam ameaça nuclear iraniana

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciaram neste sábado (28) após a ofensiva militar coordenada contra o Irã. A operação ocorreu no início da manhã, no horário local, e teve como um dos principais alvos a capital Teerã, onde explosões foram ouvidas na região central.
Ao comentar a ação, Netanyahu declarou que "Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares". Segundo ele, a ofensiva "criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino".
Em comunicado, o premiê israelense afirmou ainda: "Chegou a hora de todos os setores da população do Irã... removerem o jugo da tirania (do regime) e construírem um Irã livre e pacífico".
O presidente norte-americano também confirmou a participação dos Estados Unidos na operação. De acordo com Trump, o objetivo é 'defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano'.
"Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear", afirmou. "Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear".
Sobre os alvos estratégicos, Trump declarou que os EUA vão "arrasar a indústria de mísseis até o chão". Ele também alertou para possíveis consequências do confronto: “Podemos ter baixas.”
Segundo o jornal The New York Times, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia advertido o presidente, em reuniões privadas, sobre o risco de militares norte-americanos serem mortos ou feridos em um eventual conflito direto com o Irã.
A operação militar envolve ações por terra e pelo mar e ocorre após semanas de negociações diplomáticas entre Washington e Teerã para tentar limitar ou encerrar o programa nuclear iraniano. A última reunião entre representantes dos dois países aconteceu na quinta-feira (26), em Genebra. Na ocasião, enviados dos Estados Unidos classificaram o diálogo como positivo e indicaram a previsão de um novo encontro na próxima segunda-feira (1).


