“Iremos entrar com mandado de segurança”, diz Bruno Carianha após demissão da Prefeitura de Salvador
Em crítica à administração municipal, Carianha afirma que a decisão tem caráter punitivo e intimidatório e diz ao Farol da Bahia que irá recorrer da decisão

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O líder do sindicato da prefeitura, Bruno Carianha, usou as redes sociais nesta quinta-feira (19) para se opor à demissão decretada pela prefeitura de Salvador.
Carianha confirmou ao Farol da Bahia que irá recorrer da decisão. “Iremos fazer um pedido de mandado de segurança, para tentar ver se o tribunal nos da os direitos adequados”. relata.
Segundo o sindicalista, o motivo do desligamento foi arbitrário e funciona como tentativa de impedir a sua luta por reajustes decentes.
“Esse é um ato de dizer que a gente não vai poder reagir, lutar, se manifestar contra o autoritarismo e esses reajustes ridículos que eles propõem para o servidor.” Afirma Bruno.
No vídeo publicado, Carianha disparou críticas a ACM Neto (União), acusando-o de manter políticas do “Carlismo Gourmet”.
”Eles entraram na prefeitura dizendo que eram diferentes, estão cometendo os mesmos atos que o avô dele cometia lá, o carlista que vinha daquele carlismo, né? Assassino, matando a população.” Dispara.
Além de Bruno, outros dois servidores também foram demitidos. São eles o guarda civil municipal Marcelo da Rocha Oliveira e o agente de trânsito Helivaldo Passos de Alcântareda.
Entenda
Três servidores da Prefeitura de Salvador, envolvidos na confusão ocorrida na Câmara de Vereadores em maio do ano passado durante a votação extraordinária sobre o reajuste do salário dos servidores, foram demitidos. O desligamento ocorreu por meio de decisão no Processo Administrativo (PAD) n°01/2026, que investigou o caso, e foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM), na quinta-feira (19).
Segundo a portaria conjunta da Controladoria Geral do Município (CGM), da Guarda Municipal de Salvador (GMC), Secretaria Municipal de Saúde(SMS), Transalvador e a Secretária de Municipal de Ordem Pública (Semop) foram demitidos os guardas municipais Bruno da Cruz Carianha e Marcelo da Rocha Oliveira, além do agente de trânsito Helival Passos de Alcantara.
No mesmo processo, porém, foram absolvidos quatro dirigentes sindicais, os quais são o técnico de enfermagem Everaldo Alves de Oliveira Braga, a enfermeira Lilia Pereira Costa Cordeiro, o agente de trânsito Judário da Silva Santos e o salva-vidas Pedro Barreto Ribeiro.


