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Justiça Federal determina proibição de abates de jumentos na Bahia

Decisão impõe que animais sejam encaminhados para santuários de proteção

Por Da Redação
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Justiça Federal determina proibição de abates de jumentos na Bahia

Foto: Proteção Animal Mundial

O abate de jumentos se tornou uma prática proibida na Bahia desde a última segunda-feira (13) depois de uma determinação da Justiça Federal. A medida que foi assinada pela juíza Arali Maciel Duarte, indica que a ação envolve a prática de maus-tratos na criação dos animais, falhas sanitárias em abatedouros e risco de extinção da espécie.

As discussões relacionadas ao tema ocorriam desde 2010, quando dúvidas de entidades de proteção animal passaram a levantar os problemas na atividade feita na Bahia.

O abate até chegou a ser regulamentado pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em 2016 e em 2020. Porém, de acordo com a decisão, existia um desrespeito à legislação em vigor no momento.

Além da proibição da prática, a decisão também determinou a transferência dos jumentos para alguns santuários de proteção.

Abate de jumentos na Bahia

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, mais de 173 mil jumentos foram abatidos na Bahia, de 2021 até abril deste ano. A cidade de Amargosa, localizada no recôncavo é a principal exportadora do animal.

O destino de grande parte dos animais é a China, que importa o couro do animal para extração de colágeno e fabricação do ejiao, produto da medicina tradicional chinesa que propõe vigor sexual e rejuvenescimento.

Entre 2018 e setembro de 2025, o Ministério da Agricultura contabilizou o envio de mais de uma tonelada de jumentos para o país asiático. A quantia equivale a R$ 5,5 milhões de dólares, o que representa mais de R$ 27 milhões.

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