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Mais da metade da população soteropolitana considera que não houve melhora na qualidade de vida

Pesquisa do Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com o Sesc-SP também mostra que 70% dos moradores das principais capitais brasileiras se mudariam se tivessem oportunidade

Por Da Redação
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Atualizado
Mais da metade da população soteropolitana considera que não houve melhora na qualidade de vida

Foto: victtin96 (pixabay.com) e Farol da Bahia

Mais da metade da população de Salvador avalia que não houve melhora na qualidade de vida na cidade, de acordo com a pesquisa “Viver nas Cidades: Qualidade de Vida”, do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS), em parceria com o Sesc-SP, realizada pelo Instituto Ipsos. 

A amostra foi elaborada com base em dados do Censo 2010, PNADC 2022 e dados do Ipec Inteligência, com controle de cotas pelas variáveis sexo, idade, classe social e ocupação. 

O levantamento foi feito em dezembro de 2024 e ouviu 3.500 pessoas em dez capitais brasileiras: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia.

Entre os principais resultados, chama atenção o desejo de mudança. Segundo a pesquisa, 67% dos entrevistados em Salvador afirmam que se mudariam da cidade caso tivessem oportunidade.

 

A segurança pública é apontada como o problema principal para 74% dos participantes de todas as cidades. Em Salvador, o tema é considerado a maior preocupação para 85% dos entrevistados, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, em que 89% declararam este como o principal problema.

Ainda em Salvador, a atuação da administração pública municipal foi avaliada como regular ou ruim pela mesma porcentagem de entrevistados. O fenômeno também foi observado em Recife e Porto Alegre. 

Em relação à Prefeitura de Salvador especificamente, os percentuais exatos de aprovação - ótimo/bom - ou reprovação - ruim/péssimo - não sejam detalhados individualmente para a capital baiana, como ocorre com Recife ou Goiânia mas vale lembrar que recentemente a gestão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, ficou fora da lista de mais bem avaliadas do Norte e Nordeste em 2025.

Outros dados:

O levantamento também avaliou a participação cívica e revelou um quadro de forte desengajamento da população. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados afirmam não ter “nenhuma vontade” de se envolver na vida política de sua cidade. Em contrapartida, pouco mais de um terço demonstra algum interesse, reunindo os que dizem ter “muita vontade” (8%) e “alguma vontade” (26%). O estudo destaca ainda que esse sentimento de apatia é amplo e recorrente. Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre as dez capitais analisadas, o que indica que o baixo interesse pela participação política se repete em nível nacional e não se restringe a uma cidade específica.

A pesquisa ainda aponta dados como avaliação dos moradores das capitais sobre a gestão das cidades, a memória eleitoral dos entrevistados, isto é, se lembram em quem votaram e avaliação da transparência da gestão. 

O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 

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