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Master: contrato da esposa de Moraes previa atuação em órgãos do Executivo que desconhecem trabalho da advogada

Pelo menos o Banco Central, o Cade e a PGFN desconhecem a atuação de Viviane Barci de Moraes

Por Da Redação
Às

Atualizado
Master: contrato da esposa de Moraes previa atuação em órgãos do Executivo que desconhecem trabalho da advogada

Foto: Isac Nóbrega/PR

Mesmo com o contrato milionário firmado com o Banco Master pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o trabalho dela é desconhecido em pelo menos três dos quatro órgãos do Executivo onde ela deveria supostamente atuar: o Banco Central, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e também a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A informação é da coluna Malu Gaspar, do jornal O Globo. 

À reportagem, a PGFN informou que “não foi identificado registro de ingresso” da advogada em suas instalações em Brasília entre janeiro de 2024 (quando o contrato dela com o Master entrou em vigor) e dezembro de 2025.

“As Procuradorias Regionais da Fazenda Nacional também foram consultadas e informaram que, após consulta às suas unidades regionais, inclusive seccionais e escritórios de representações, não foi detectada nenhuma reunião, audiência e ou entrada física da Sra. Viviane Barci de Moraes, no período de 16 de janeiro de 2024 até a presente data”, respondeu o órgão ao pedido da equipe do blog.

O contrato do escritório de Viviane com o Master previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais. Em uma das cláusulas, era determinado que ela organizaria  “cinco núcleos de atuação” perante o Judiciário, Legislativo e em quatro órgãos do Executivo: o Banco Central, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Receita Federal.

O documento foi assinado em 16 de janeiro de 2024 e, se tivesse sido cumprido integralmente, teria rendido ao Barci de Moraes Associados cerca de R$ 130 milhões até o início de 2027. 

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