Moraes suspende decisão do Conselho Federal de Medicina de abrir sindicância para apurar atendimento médico a Bolsonaro
Ele afirma que decisão não cabe ao CFM e determinou que presidente do conselho seja ouvido pela PF

Foto: Rosinei Coutinho / STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu nesta quarta (7) a decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de abrir sindicância para investigar o atendimento médico oferecido a Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal. A informação é do repórter Renato Souza.
O CFM determinou que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (DF) abrisse imediatamente uma sindicância para apurar o atendimento médico oferecido ao ex-presidente.
A decisão foi tomada após o CFM receber denúncias formais sobre o atendimento a Bolsonaro. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses por ação na trama golpista, sofreu uma queda na cela em que está preso na Superintendência da PF em Brasília, além de ter passado recentemente por cirurgias para correção de hérnia inguinal bilateral e tratamento em quadro de soluços.
Na noite desta quarta (7), Alexandre de Moraes suspendeu a decisão. Ele afirma que a medida não cabe ao CFM e orientou que a PF ouça o presidente do órgão.


