Motorista de Porsche teve pedido de liberdade negado mais uma vez em SP

Esta é a sexta vez em que a Justiça nega liberdade à Sastre.

Por FolhaPress
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Motorista de Porsche teve pedido de liberdade negado mais uma vez em SP

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fernando Sastre Andrade Filho, preso acusado de dirigir uma Porsche em alta velocidade e provocar a morte de um motorista de aplicativo em 2024, teve um pedido de liberdade negado mais uma vez nesta semana pela Justiça.

Decisão de manter a prisão preventiva foi dada na última terça-feira. A 1ª Vara do Júri da capital paulista avaliou que a medida de mantê-lo detido ainda revela-se "imperiosa e adequada", reforçando justificativas dadas em outros pedidos -também negados.

Justiça argumenta que há risco de que o réu pratique novos crimes se for solto. A juíza Fernando Perez Jacomini disse que há "gravidade concreta" na conduta de Sastre, que evidencia ainda a periculosidade dele em conviver em sociedade. "Circunstâncias que justificam a manutenção da segregação cautelar", acrescentou.

Defesa contesta decisão alegando que o cliente é o único motorista envolvido em acidente com morte que segue preso. Ao UOL, o advogado Jonas Marzagão relatou que "em todos os casos similares ou idênticos ao de Sartre, os envolvidos "estão na rua".

Fernando, que permaneceu no local até ser socorrida as vítimas, que foi liberado pela polícia e que se apresentou à polícia espontaneamente quando se decretou a prisão preventiva, é o único que continua preso. Advogado Jonas Marzagão

Esta é a sexta vez em que a Justiça nega liberdade à Sastre. Antes de ser preso, uma negativa já havia sido dado e outras cinco foram feitas após a detenção de acordo com informações dos autos do processo.

O réu aguarda julgamento. Dois recursos no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Superior Tribunal Federal) estão sendo avaliados antes que o caso seja julgado. A defesa pede que a qualificado da defesa comum seja desconsiderada e que o crime passe a ser homicídio culposo. 

Fernando Sastre é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. A denúncia do MPSP (Ministério Público de São Paulo) aponta que ele guiava o carro a cerca de 156 km/h em um trecho de 50 km/h quando colidiu contra o Renault Sandero de Ornaldo da Silva Viana, que morreu. Um amigo do preso ficou ferido gravemente com a batida.

Ele foi transferido do "presídio dos famosos", em Tremembé, antes da virada de ano. Ele foi levado para a Penitenciaria II de Potim no dia 18 do mês passado, de acordo com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo). A distância entre os presídios é de cerca de 44 quilômetros.
 

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