Mototaxistas presos por envolvimento em atentado na praia de Jaguaribe receberiam R$ 80 para ajudar atiradores
A Polícia Civil investiga ainda a possível atuação de um mandante

Foto: Reprodução / Alberto Maraux/SSP-BA
Em depoimento, os dois mototaxistas, presos nesta quarta-feira (6), suspeitos de envolvimento no atentado na praia de Jaguaribe, em Salvador, que deixou três mortos e dois feridos na terça (5) informaram que receberiam juntos R$ 80 por transportar e ajudar os atiradores. O delegado José Bezerra, diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que os dois foram autuados como co-autores do crime e passarão por audiência de custódia nesta quinta-feira (7).
"Os dois tiveram participação essencial para que o resultado do crime se concretizasse da melhor forma possível. Foram apreendidas as motocicletas utilizadas para o transporte dos atiradores na ação. Além das motos, foi possível realizar a apreensão das vestes dessas pessoas que figuraram como os pilotos, ou seja, as vestes que eles utilizaram na data do crime que conferem com as imagens de câmeras conferidas pela Polícia Civil", explicou o delegado.
Ainda de acordo com o diretor do DHPP, além de transportar os atiradores, os mototaxistas foram responsáveis por sinalizar se o alvo do crime estava realmente na praia naquela tarde. "Eles chegaram um pouco antes dos atiradores para identificar se a vítima estava na área. Eles sinalizaram aos atiradores que a vítima estava ali. Eles visualizaram o crime e aguardaram que os atiradores retornassem as motocicletas e ajudaram na fuga, ou seja, tiveram participação de suma importância para o resultado desse crime", disse.
Durante o depoimento, os suspeitos confessaram a participação no crime e narraram toda a ação. Conforme Bezerra, eles disseram ainda que receberiam a quantia de R$ 50 e R$ 30, cada, como retribuição.
O delegado disse ainda que a polícia tem indicativos dos demais autores que participaram do ataque. "As nossas equipes não estão medindo esforços para localizá-los o mais breve possível".
A Polícia Civil investiga ainda a possível atuação de um mandante. "Temos como principal linha de motivação para as mortes, uma rixa entre criminosos", declarou o titular do DHPP.