• Home/
  • Notícias/
  • Bahia/
  • MPBA recomenda suspensão de show de Natanzinho Lima em cidade da Bahia; prefeitura tem 10 dias para se manifestar

MPBA recomenda suspensão de show de Natanzinho Lima em cidade da Bahia; prefeitura tem 10 dias para se manifestar

Órgão afirma que cachê do cantor está acima da média, conforme documento que estabelece orientação para contratação de artistas em eventos

Por Da Redação
Às

MPBA recomenda suspensão de show de Natanzinho Lima em cidade da Bahia; prefeitura tem 10 dias para se manifestar

Foto: Laécio Lacerda

O Ministério Público da Bahia (MPBA) recomendou  a suspensão do show do cantor Natanzinho Lima, no município de Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia. O show está previsto para acontecer no dia 28 de maio, durante a Vaquejada da cidade, e foi contratado por R$ 800 mil. 

Segundo o MPBA, o cachê pago ao artista está acima dos parâmetros de razoabilidade definidos pela Nota Técnica Conjunta, elaborada pelo MPBA, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), e pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA). O documento orienta a contratação de atrações em eventos festivos.

Segundo a recomendação, dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos indicam que a média aritmética das contratações de Natanzinho Lima por municípios baianos foi de R$ 604.347,82 em 2025. 

Atualizando este valor pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o valor em 2026 seria de R$ 624.703,60.

Ainda segundo o órgão, o cachê de R$ 800 mil estaria 28% acima do valor considerado razoável, o que configura contratação de "alta materialidade". A categoria, de acordo com o MPBA, exige que haja uma justificativa reforçada e comprovação de compatibilidade com os preços do mercado.

O MPBA ressalta também que cachês acima do valor de R$ 700 mil representam somente 1% das contratações artísticas dos festejos juninos do estado em 2025. 

Dessa forma, o órgão solicita a suspensão imediata do contrato administrativo e orienta que a prefeitura não realize qualquer pagamento relacionado ao ajuste até que a legalidade da contratação e sua economicidade sejam comprovadas. 

Além disso, o município também deve encaminhar o processo de inexigibilidade da licitação, com pareceres técnicos, jurídicos, bem como pesquisa de preços, justificativa de escolha do artista, dotação orçamentária e contrato celebrado. 

O MPBA determina também que a prefeitura deve enviar documentos que comprovem sua saúde financeira, demonstrativo de disponibilidade de caixa e manifestação do controle sobre o impacto da despesa, comprovando que o pagamento não comprometerá áreas prioritárias como saúde, educação e saneamento. 

A prefeitura de Formosa do Rio Preto tem 10 dias para se manifestar, informando se acatará ou não as recomendações do órgão e apresentar a documentação solicitada.

O MPBA destaca que caso não haja resposta, ou caso a prefeitura recuse as recomendações sem justificativa, medidas judiciais e administrativas podem ser adotadas, além de uma possível responsabilização da gestão por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública. 

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário