Mudanças climáticas podem levar mais de 130 milhões de pessoas à extrema pobreza
Pessoas ricas também devem ser afetadas no bolso
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Foto: Reprodução/Pixabay
O Banco Mundial publicou um relatório com estimativas revisadas sobre os impactos que as mudanças climáticas devem causar no número de pessoas extremamente pobres. Segundo a previsão, pouco mais de 132 milhões de pessoas deverão ser afetadas. Para a organização, é considerada extrema pobreza viver com até US$ 1,90 por dia, o que equivale a cerca de R$ 10.
Com essas mudanças climáticas, as doenças devem levar, sozinhas, 44 milhões de pessoas à pobreza extrema, revisando o número já publicado pela organização, de 30 milhões.
O estudo alerta que embora a alta nos preços dos alimentos afete mais as pessoas pobres, pessoas com renda mais alta também poderão sentir os impactos no bolso. A análise aponta que muitos nestes grupos gastam grande parte da renda com alimentos.
No Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feito em novembro de 2020, quase 52 milhões de pessoas vivem na pobreza e 13 milhões na pobreza extrema. Nos Estados Unidos, segundo o jornalista Robert Davis, que cobre habitação, falta de moradia e pobreza em Denver, houve um aumento de 2,2% no número de pessoas sem casa: são 580 mil vivendo nas ruas.