Musicoterapia e os pets

Confira a crônica deste domingo (8)

Por Erick Tedesco
Ás

Musicoterapia e os pets

Foto: Reprodução

A relação do ser humano com a música sempre foi íntima e, com os pets cada vez mais inseridos ao cotidiano das pessoas, não à toa o som em forma de melodia também é, hoje, algo inerente ao dia a dia dos bichinhos domésticos.

Seja utilizada pelos tutores para acalmá-los ou então para que a audição aguçada deles não seja afetada por fortes barulhos externos, como fogos de artifício ou buzinas estridentes de veículos nas ruas, a música é um artifício importante para o bem-estar animal.

Um amigo, o Henrique, que morava bem próximo à Arena da Fonte Nova, tutor de dois cãozinhos, Bento e Antônio, utilizava música clássica em dias específicos para cobrir o som de rojões e euforia humana. 

Em dias de jogos do Bahia, sempre dizia que os pets se assustavam com o barulho e foi aí que tentou, pela primeira vez, inserir a música no lar com o intuito de acalmá-los. Para que o barulho passe despercebido e sigam a vida sem interferência do barulho exterior, dizia.

O Bento foi resgato de maus tratos ainda quando era filhote. Uma eterna criança: brinca de esconde-esconde, é obediente, supercarinhoso, ama outros cachorros e bichos de pelúcia. Já Antonio é do tipo não me rele, não me toque, mal humorado e de personalidade. O negócio dele é sombra e água fresca. “Pobre metido a rico”, se divertia. A música, então, foi uma maneira de manter o equilíbrio do peculiar cotidiano de cada pet.

Amora, uma cadela sem ração definida, é outro pet que cresceu num, digamos, lar musical. Foi adotada em 2019 por um casal que respira música, para quem faço alguns trabalhos e comprovei presencialmente diversas sessões de musicoterapia. Nathália Ferreira e Filipe Barcelos são produtores musicais e, claro, são movidos pelo som do rock que emana das caixas de som ou dos fones de ouvido. 

É uma cachorrinha que, acostumada com música desde pequena, fica no espectro tranquilo quando tem som alto ou estouros ríspidos fora do apartamento. Não tem medo de barulho porque é acostumada desde pequena. 

A musicoterapia, sem dúvida, é uma alternativa para diminuir o estresse de cães e gatos que vivem em ambientes com muitos estímulos, como é o caso de alguns abrigos de animais. Nesses casos, a música clássica e relaxante, como as músicas de yoga e meditação, contribuem de forma positiva para que os níveis de cortisol, que é o hormônio que causa o estresse, e aumenta os níveis de endorfina e serotonina, que são os hormônios do prazer e relaxamento.

 É legal ouvir música com seu pet é isso fará com ele tenha uma ‘memória’ guardada, e essas músicas compartilharas juntos pode eventualmente auxiliá-lo em um momento de solidão, seja na ausência do dia a dia, como em outras situações de períodos mais longos, como viagens.

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