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Mutirão oftalmológico deixa 26 pacientes com problemas na visão em Irecê

Casos podem envolver infecção grave e levaram à suspensão de atendimentos

Por Da Redação
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Mutirão oftalmológico deixa 26 pacientes com problemas na visão em Irecê

Foto: Divulgação/CBO

Complicações após um mutirão oftalmológico em Irecê, no norte da Bahia, afetaram pelo menos 26 pacientes que passaram por procedimentos em uma clínica particular da cidade.

Os atendimentos ocorreram entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março, no Hospital Ceom, que fica no centro do município. 

As vítimas foram submetidas a aplicações intravítreas, um tipo de injeção ocular que, em geral, é considerado seguro e de rápida execução.

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De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), os pacientes relataram sintomas como ardência, vermelhidão nos olhos e hiperemia ocular, condição causada pela dilatação dos vasos sanguíneos e geralmente associada a irritações, inflamações ou infecções.

Alguns casos, segundo os próprios pacientes, evoluíram para endoftalmite, uma infecção ocular grave que pode causar danos permanentes à visão.

A Sesab informou ainda que, durante a ação, foram realizados 143 procedimentos de terapia antiangiogênica (TAG), com aplicação do medicamento Avastin (bevacizumabe), usado no tratamento de doenças oculares.

Após as complicações, o órgão suspendeu imediatamente o encaminhamento de novos pacientes para a unidade hospitalar. 

Confira a nota do Hospital Ceom

"O Hospital Ceom, em Irecê, informou a atualização dos dados sobre eventos adversos registrados após procedimentos de terapia antiangiogênica realizados em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) ou retinopatia diabética (RD), nos dias 28 de fevereiro e 1º de março de 2026.

De acordo com a unidade, foram realizados 643 procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos nesse período, todos seguindo critérios médicos estabelecidos na literatura e com a realização de exames prévios específicos. Entre os pacientes submetidos à terapia antiangiogênica, 24 apresentaram intercorrências no acompanhamento imediato após o procedimento. Esses casos seguem sob monitoramento contínuo da equipe assistencial.

A terapia antiangiogênica, também conhecida como anti-VEGF, consiste em uma injeção intravítrea aplicada no olho para bloquear o crescimento de vasos sanguíneos anormais e reduzir o vazamento de fluidos na retina. O tratamento é indicado para doenças graves que podem causar perda de visão, como a forma úmida da DMRI, edema macular diabético, retinopatia diabética proliferativa e oclusões vasculares da retina.

O hospital informou ainda que todos os pacientes seguem em acompanhamento ativo, com assistência integral, incluindo avaliações especializadas, uso de medicamentos e monitoramento da evolução clínica. Segundo a unidade, parte significativa dos pacientes já apresenta melhora progressiva.

No âmbito interno, o Ceom concluiu uma auditoria detalhada dos prontuários relacionados aos atendimentos, com análise técnica dos registros clínicos, condutas adotadas e fluxos assistenciais. Os documentos estão sendo organizados e disponibilizados aos pacientes interessados, como medida de transparência e garantia de acesso às informações.

Paralelamente, seguem as apurações técnicas conduzidas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e pelos órgãos de vigilância em saúde, além de diligências relacionadas à rastreabilidade dos insumos utilizados.

Com 24 anos de atuação e mais de 25 mil procedimentos realizados nos últimos quatro anos, o Hospital Ceom afirma manter o compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência e a apuração rigorosa dos fatos."

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