Ninguém desembarca: Gol e Azul fecham acordo e garantem empregos durante pandemia
O contrato é válido pelos próximos 18 meses, com início no dia 1º de julho.

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A Gol e a Azul fecharam um acordo coletivo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que representa pilotos, copilotos e comissários de bordo, para manter o emprego dos funcionários das companhias durante a crise financeira causada pela pandemia da Covid-19.
O contrato é válido pelos próximos 18 meses, com início no dia 1º de julho.
De acordo com o diretor do SNA, Fernando Crescenti, as propostas aprovadas que incluem programas de demissão voluntária (PDV), licença não remunerada, redução de salários e jornada em 50% até o fim de 2021 não seriam possíveis sem o empenho do presidente do sindicato, Ondino Dutra.
"Existia um planejamento de demissão de alguns funcionários e o acordo proposto, que mantém o emprego dessas pessoas (com redução de salário) só foi possível porque outros funcionários, que não corriam o risco de demissão, aceitaram reduzir seus vencimentos para garantir o emprego dos colegas", explicou Crescenti.
A iniciativa, conhecida como "Ninguém Desembarca" abrange somente na Gol 926 comandantes, 964 copilotos e 3.262 comissários de bordo.
É a primeira vez que um acordo do tipo é proposto e aceito. O número expressivo de aprovação, - 80% dos comissários e por mais de 90% dos pilotos-, emocionou toda a categoria.
"A contrapartida dos acordos é a garantia de emprego, ficando vedada qualquer demissão sem justa causa durante o período de vigência dos acordos coletivos. Se a crise não durar o prazo máximo, de 18 meses, tudo pode ser revisto e os salários reintegrados, sem nenhuma demissão. É um acordo maleável, vamos nos reunir a cada três meses para acompanhar a evolução", pontuou o diretor do SNA.