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No brilho da Sapucaí, Paolla Oliveira abre o coração e volta a falar sobre corpo e pressão estética!

Especialista em autodesenvolvimento, Renata Fornari, analisa por que o relato da atriz ecoa em tantas mulheres e aponta caminhos para romper a autocrítica

Por Michel Telles
Às

No brilho da Sapucaí, Paolla Oliveira abre o coração e volta a falar sobre corpo e pressão estética!

Foto: Redes Sociais

Na madrugada movimentada dessa terça para quarta-feira (17), na Marquês de Sapucaí, em meio ao brilho dos desfiles e à celebração do Carnaval, um depoimento sincero ganhou mais repercussão do que qualquer fantasia. Em entrevista no camarote, Paolla Oliveira falou sobre padrões de beleza, exposição do corpo e o impacto inesperado que seu desabafo teve na vida de outras mulheres.

“Na verdade, eu abri uma intimidade minha para me desafogar quando eu falei sobre mulher, sobre corpo, sobre pressão e acabei reconhecendo em outras mulheres essa mesma angústia. Então não foi nada de caso pensado, mas essa identificação acontece. Eu tenho muito prazer em ouvir as histórias das mulheres, que se identificam com essas situações. Engraçado, eu chorei no aeroporto, porque uma terapeuta me parou e falou que, no consultório dela, muitas mulheres iam lá e acabavam falando meu nome. Isso não tem preço. Nós, mulheres, quando a gente fala por nós ou por uma colega, a gente está falando por muitas outras. E a gente não diz isso para se exibir. Falar sobre o feminino, sobre o que é nosso, é da nossa conta. É a gente que decide o que quer da nossa vida, da nossa beleza. É só a gente que sabe ser a única coisa mais linda que tem”, disse Paolla.

O relato, que começou como uma exposição pessoal, tornou-se um espelho coletivo. Para muitas mulheres, a fala da atriz simboliza a coragem de assumir vulnerabilidades em um ambiente que ainda cobra perfeição constante, especialmente quando se está sob os holofotes.

Para Renata Fornari, especialista em autodesenvolvimento e autoamor, a fala da atriz representa o que milhares de mulheres sentem em silêncio. “A internet amplificou o olhar julgador que a gente já tinha sobre nós mesmas. Antes era o espelho, agora é o feed. A comparação virou um reflexo coletivo. E é por isso que tantas mulheres vivem em guerra com o próprio corpo, tentando caber num padrão que muda todo dia”, analisa Renata.

Segundo a especialista, a autoexigência constante vem de algo muito mais profundo: o medo de não ser suficiente. “Toda mulher que se critica demais aprendeu, em algum momento da vida, que ser amada dependia de agradar, de ser perfeita, de se encaixar. O corpo vira o campo onde essa ferida se manifesta, mas a dor é muito mais antiga que a celulite ou o ângulo da foto”.

O caminho para a liberdade, segundo Renata, não está em “blindar-se” do julgamento alheio, mas em se despir das armaduras emocionais que alimentam a autocrítica. “A verdadeira liberdade não é deixar de ser julgada, é parar de se julgar junto. Quando você se reconcilia com o espelho, e com a mulher que te olha de volta, o olhar dos outros perde o poder”.

Renata lidera o movimento “Ouse Ser Você”, que propõe a libertação das quatro armaduras emocionais que impedem as mulheres de viver com leveza: a Controladora, a Autossuficiente, a Invisível e a Sabotadora. “A cura começa quando a gente percebe que não precisa mais ser forte o tempo todo. A força verdadeira é poder ser, sentir, errar, rir, existir, sem medo. Foi isso que a fala da Paolla nos lembrou: que tá tudo bem ser humana”.

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