Ômicron: estudo aponta que vacina da Pfizer é menos eficaz em crianças mais novas do que em adultos
Resultados revelam que a eficácia da vacina, durante o surto da variante, diminuiu de 85% para 73% para crianças de 12 a 17 anos

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
De acordo com um estudo pré-publicado (ainda não revisado), nesta terça (1), no repositório científico online medRxiv, a vacina contra covid-19 do consórcio formado pelas biofarmacêuticas Pfizer e BioNTech é menos eficaz em crianças de 5 a 11 anos do que em adolescentes e adultos.
Os resultados revelam que a eficácia da vacina da Pfizer-BioNtech contra a hospitalização durante o surto da variante Ômicron do coronavírus diminuiu de 85% para 73% para crianças de 12 a 17 anos. Entre as de 5 a 11 anos, a eficácia caiu ainda mais, de 100% para 48%.
A eficácia do imunizante contra testes positivos de covid-19 diminuiu de 66% para 51% entre as crianças de 12 a 17 anos. No grupo mais jovem, a eficácia caiu de 68% para 12%. As informações são do The Guardian.
Na última semana de janeiro, a eficácia da vacina contra a infecção entre crianças de 12 anos foi de 67% e apenas de 11% para as de 11.
A pesquisa, realizada pelo Departamento Estadual de Saúde de Nova Iorque, foi pensada após as autoridades norte americanas terem diminuído a obrigatoriedade do uso de máscaras e um dia depois de Eric Adams, prefeito de Nova Iorque, dizer que provavelmente encerraria a exigência de proteção facial nas escolas, informa o jornal britânico The Guardian.
Os resultados, publicados por seis cientistas de saúde pública do estado de Nova Iorque, analisaram casos e taxas de hospitalização, no período de 13 de dezembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022, a partir de 852.384 crianças totalmente vacinadas de 12 a 17 anos e 365.502 crianças totalmente vacinadas de 5 a 11 anos.
Segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, as novas pesquisas são necessárias para determinar a melhor dose a ser administrada às crianças, levando em consideração fatores como o número e o momento das aplicações.