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Operação Overclean: 'Rei do Lixo' repassou R$ 435 mil a pessoa com foro privilegiado, diz Coaf

Movimentação foi mencionada na decisão do ministro Kassio Nunes, que autorizou a 3ª fase da operação

Por Da Redação
Ás

Atualizado
Operação Overclean: 'Rei do Lixo' repassou R$ 435 mil a pessoa com foro privilegiado, diz Coaf

Foto: Reprodução

Uma das empresas de José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, realizou uma transação de R$ 435 mil para uma pessoa que possui foro por prerrogativa de função. A informação consta em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à Polícia Federal no âmbito da operação Overclean, que apura desvios em contratos milionários viabilizados por emendas parlamentares.

De acordo com a coluna Fabio Serapião, do portal Metrópoles, a movimentação foi mencionada na decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a terceira fase da operação, deflagrada na última quinta-feira (3). A identidade da autoridade, no entanto, não é revelada no documento.

Segundo o Coaf, Marcos de Moura movimentou mais de R$ 80,2 milhões em operações suspeitas. A empresa citada, MM Limpeza Urbana, teria feito o repasse de R$ 435 mil à autoridade com foro privilegiado, sem justificativa aparente. A transação foi um dos elementos considerados pelo ministro para autorizar novas buscas e apreensões contra o empresário.

Na decisão, com base na representação da PF, Kassio Nunes Marques diz que José Marcos de Moura é o “articulador político e operador de influência, responsável por conectar os atores principais a figuras políticas de expressão e agentes públicos”.

Moura é alvo da terceira fase da operação por suspeita de obstrução de Justiça. Segundo as apurações da PF, ele teria ordenado a destruição de documentos após as primeiras fases da Overclean. Além disso, há indícios de que o empresário teria determinado o uso de recursos da MM Limpeza antes que o Judiciário autorizasse o sequestro de bens relacionados às investigações.

“Quanto a dilapidação patrimonial, a Polícia Federal sustenta, na representação, que José Marcos Moura determinou a utilização integral dos recursos oriundos dos contratos de sua empresa, a MM Limpeza Urbana, antes que as medidas construtivas determinadas pela Justiça pudessem ser efetivadas”, diz a decisão de Kassio Nunes.

Uma testemunha ouvida pela PF, que trabalha na empresa, relatou que a empresa tem recibo regularmente valores devidos por quatro cidades baianas com quem mantém contratos.

Os valores recebidos, disse a testemunha, é de cerca de R$ 20 milhões e está “sendo integralmente utilizado, conforme determinação de Marcos Moura”.

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