Ouro histórico de Lucas Pinheiro amplia visibilidade da parceria entre Moncler e Time Brasil nos Jogos de Inverno!
Para a estrategista de marcas Tamara Lorenzoni, vitória reforça o Brasil como plataforma simbólica estratégica no luxo esportivo global

Foto: Divulgação
O Brasil entrou para a história dos Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado (14), com a medalha de ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino, a primeira medalha olímpica de inverno do país, e já no topo do pódio. O feito, inédito para o Brasil e para a América Latina, amplia não apenas a relevância esportiva da delegação, mas também a visibilidade global da parceria entre o Time Brasil e a Moncler, responsável pelos trajes da cerimônia de abertura e patrocinadora técnica da Confederação Brasileira de Desportos na Neve.
Porta-bandeira na abertura dos Jogos e embaixador da marca, Lucas já havia chamado atenção ao desfilar com o uniforme assinado pela grife italiana em colaboração com Oskar Metsavaht. Agora, com o ouro no peito, sua imagem – vestindo Moncler – circula globalmente associada a conquista, superação e protagonismo.
Para a estrategista de marcas com atuação internacional e especialista no mercado de luxo, Tamara Lorenzoni, o episódio consolida uma leitura estratégica sofisticada por parte da marca italiana. “Quando a Moncler escolhe o Brasil para protagonizar sua narrativa olímpica, ela não está buscando apenas visibilidade. Ela está investindo em um território cultural em ascensão. O ouro de Lucas transforma essa aposta em símbolo”, analisa.
Segundo Tamara, o Brasil representa hoje algo raro no cenário global: contraste e potência cultural. “Um país tropical conquistar ouro em uma modalidade tradicionalmente europeia carrega força narrativa. O luxo contemporâneo opera justamente nesse encontro entre performance e significado. A Moncler se posiciona onde alta estética encontra alta emoção”.
A marca, que retorna aos Jogos de Inverno quase seis décadas após sua última participação olímpica, reforça com essa parceria sua herança técnica por meio da linha Moncler Grenoble, dedicada aos esportes de neve. “Do K2, em 1954, aos Jogos de 1968 e agora a Milão-Cortina, a Moncler reconecta performance à cultura. E o Brasil entra como contraponto inesperado e altamente simbólico”, explica Tamara.
A especialista também destaca que o movimento dialoga com uma tendência maior de mercado. O Brasil vem se consolidando como força de desejo cultural global, enquanto as Américas ganham peso crescente no faturamento das grandes maisons. “Unir Moncler e Brasil é unir soft power cultural com potência comercial emergente. O ouro apenas acelera e amplifica essa equação”.
Lucas, nascido na Noruega e filho de mãe brasileira, tornou-se símbolo dessa ponte cultural ao decidir defender o Brasil. Sua trajetória, marcada por identidade híbrida, diversidade e ousadia, ecoa valores que o luxo contemporâneo busca incorporar: autenticidade, expressão e narrativa pessoal.
“O patrocínio da Moncler ao Time Brasil revela algo maior. O futuro do luxo será definido por polos culturais emergentes capazes de gerar desejo global. Com o ouro, o Brasil deixa de ser promessa e passa a ser prova”, conclui Tamara.

