Pandemia: crise econômica deixa 267 mil bebês mortos em 2020

Crianças de países de baixa e média rendas são mais afetadas

Por Da Redação
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Pandemia: crise econômica deixa 267 mil bebês mortos em 2020

Foto: Reprodução/Pexels

Um estudo realizado por economistas do Banco Mundial, publicado nessa segunda-feira (23) pela revista 'BMJ Open', apontou que no ano passado, 267 bebês morreram em países de baixa e média renda por causa da crise econômica causada pela Covid-19.  

O levantamento, segundo a pesquisa, que se baseou na modelagem matemática, aponta que o número é 7% superior à quantidade de mortes previstas em 2019. O documento explica que a economia global diminuiu 5% em 2020, aumentando o total de pessoas que vivem na pobreza em 120 milhões. 

Para conduzir o estudo, os autores examinaram o impacto da queda projetada do Produto Interno Bruto (PIB) na sobrevivência de menores de um ano de idade em países de baixa e média renda. 

Eles associaram os dados do PIB per capita aos 5,2 milhões de nascimentos relatados nas Pesquisas Demográficas e de Saúde entre 1985 e 2018. A maioria desses nascimentos (82%) ocorreu em países de baixa e média-baixa renda. Foram aplicadas então as projeções de crescimento econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2019 e 2020 para prever o efeito da desaceleração econômica no ano passado sobre a mortalidade infantil em 128 países.

Do total de 267.208 bebês, o maior número de mortes foi registrado em oito países do sul da Ásia (113.141), e mais de um terço na Índia (99.642), país com o maior número anual de nascimentos (24.238.000) e um déficit econômico significativo de 17,3% até 2020.

"Como os países, os sistemas de saúde e a comunidade global em geral continuam lutando para prevenir e tratar a covid-19, devemos também considerar recursos para estabilizar os sistemas de saúde e fortalecer as redes de segurança social para reduzir as consequências humanas, sociais e econômicas da pandemia e políticas de bloqueio relacionadas", concluíram os pesquisadores.

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