Pesquisa Quaest: apoio de Trump ajudaria Flávio para 28%, mas levaria 32% a votar em Lula
Levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março

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Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta sexta-feira (13), mostra que 28% dos brasileiros dizem que o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaria a chance de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa presidencial.
Por outro lado, 32% afirmam que o apoio do republicano ao senador teria efeito contrário e aumentaria a chance de votarem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o levantamento, 19% dizem que o gesto de Trump os levaria a buscar um candidato de terceira via, que não seja Lula nem Flávio Bolsonaro.
Outros 14% afirmam que o apoio do presidente americano não mudaria o voto, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
Diferença entre grupos de eleitores
A pesquisa também mostra que o impacto do apoio de Trump varia entre grupos políticos.
Entre os eleitores que se dizem bolsonaristas, 80% afirmam que o apoio do americano aumentaria a chance de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os lulistas, 79% dizem que o gesto aumentaria a disposição de votar em Lula.
Entre os eleitores independentes, 29% afirmam que o apoio de Trump aumentaria a chance de votar em um candidato de terceira via.
Religião e região
O levantamento aponta ainda diferenças de percepção conforme religião, renda e região do país. Entre os evangélicos, 39% dizem que o apoio de Trump aumentaria a chance de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre católicos, 38% afirmam que o gesto elevaria a chance de votar em Lula.
Regionalmente, o Sul registra o maior impacto positivo para Flávio Bolsonaro, com 35% dizendo que votariam no senador caso Trump declare apoio. No Nordeste, o efeito é oposto: 50% afirmam que esse apoio aumentaria a chance de votar em Lula.
Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.


