PF apura difamação e obstrução de justiça em ação de influenciadores no caso Master, diz site
Investigação analisa possível ataque coordenado ao Banco Central após liquidação do banco

Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal apura duas principais suspeitas no inquérito aberto para investigar a atuação de influenciadores digitais no caso Master: difamação e obstrução de justiça. A investigação busca esclarecer se houve tentativa de interferência nas apurações e de disseminação de desinformação sobre a atuação do Banco Central. As informações são da coluna de Camila Bomfim, do g1.
Segundo investigadores, há indícios de que influenciadores tenham recebido recursos para publicar conteúdos com críticas coordenadas ao Banco Central após a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. As publicações teriam questionado a decisão do órgão regulador, sugerindo que a medida foi precipitada ou equivocada.
No entendimento da Polícia Federal, os ataques podem caracterizar difamação. Já a suspeita de obstrução de justiça está relacionada à possível tentativa de desacreditar um órgão técnico, com o objetivo de influenciar o andamento das investigações e o posicionamento do Judiciário.
As suspeitas ainda serão confirmadas ou descartadas no decorrer do inquérito. A PF reúne postagens, dados e depoimentos para, ao final, avaliar a existência de indícios suficientes para eventuais indiciamentos no relatório conclusivo.
A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A solicitação partiu da Polícia Federal após uma análise preliminar de conteúdos divulgados por influenciadores que afirmaram ter sido procurados para produzir material crítico ao Banco Central.
A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada em novembro do ano passado, após uma operação da Polícia Federal contra o controlador Daniel Vorcaro e outros integrantes da diretoria, investigados por supostas fraudes financeiras. Nesta semana, a Justiça iniciou a oitiva dos investigados.


