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PF faz operação de combate a fraudes bancárias contra Caixa Econômica na Bahia

Investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro

Por Da Redação
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Atualizado
PF faz operação de combate a fraudes bancárias contra Caixa Econômica na Bahia

Foto: Reprodução/MarceloCamargo/AgênciaBrasil

A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público da Bahia (GAECO) iniciaram a Operação Amêndoa Negra na manhã desta sexta-feira (6), com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa e fraudes cometidas contra Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias. 

Segundo a Polícia Federal, foram detectados que foram abertas 17 contas bancárias em agências das cidades de Conceição do Coité/BA, Prado/BA, Valença/BA e São Paulo/SP, com a utilização de documentos falsos, tendo o único intuito de obter recursos através de empréstimos fraudulentos. 

Até o momento, a polícia indicou que os envolvidos faziam diversos empréstimos através das contas bancárias fraudadas, causando um prejuízo que ultrapassa a cifra R$ 500 mil para as instituições bancárias. A polícia também indicou que parte do grupo beneficiado já foi identificado. 

Dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, sendo nove deles na cidade de Itabuna/BA e um em Entre Rios/BA, além de dois mandados de prisão preventiva também em Itabuna. Todos expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador/BA. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

Amêndoa Negra

O nome "Amêndoa Negra" foi escolhido em razão da associação simbólica com o processo de ocultação, característica marcante da atuação do grupo investigado. A amêndoa, apesar de possuir um interior claro e vulnerável, é protegida por uma casca rígida e escura, que dificulta seu acesso.

No contexto criminal, segundo a polícia, simboliza o modo como a organização estruturou suas fraudes bancárias: utilizando camadas de dissimulação, contas de passagem, laranjas e mecanismos artificiais de proteção para ocultar a origem e o destino dos valores ilícitos.
 

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