Pré-candidatos à Presidência, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite criticam proposta de fim da escala 6x1
Políticos classificam medida defendida pela classe trabalhadora como perigosa

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), pré-candidatos do PSD à Presidência da República, criticaram na sexta-feira (6) a proposta do governo federal de acabar com a escala de trabalho 6x1.
Ambos participaram de um encontro promovido pela Fundação Espaço Democrático no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista, com a presença de outras lideranças do partido.
O que eles falaram?
Ao comentar o fim da escala 6x1, Ronaldo Caiado afirmou que a proposta é apresentada sem clareza sobre o impacto nas contas públicas. Segundo ele, é necessário ouvir especialistas da área econômica para avaliar as consequências da medida.
"É o tema tipicamente petista. Eles não têm orçamento e não mostram qual vai ser a capacidade orçamentária de arcar com isso. Nós precisamos ouvir pessoas capazes, consistentes, reconhecidas de toda essa economia nacional, para nós podermos dizer quais serão as consequências de um populismo como esse'', disse.
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Eduardo Leite, por sua vez, afirmou que o país precisa aumentar a produtividade antes de discutir mudanças na jornada de trabalho. Para ele, adotar esse tipo de medida sem ganho de produtividade pode trazer impactos negativos para a economia.
"Antes de falar sobre ajustes na carga tributária ou na jornada de trabalho, nós precisamos ganhar produtividade. Se um país que não tem capacidade produtiva comparável a outros países no mundo ousa dar esse passo de maneira demagógica, a gente vai para um caminho de suicídio econômico”, dedendeu o governador gaúcho.
Durante o evento, eles também elogiaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, do deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), que alterou a proposição inicial do governo federal.


