Presidente da CPMI do INSS pede a Alcolumbre prorrogação da comissão e ameaça acionar STF
Prazo para encerramento dos trabalhos está previsto para fim de março

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A cúpula da CPMI do INSS enviou um ofício ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta quarta-feira (26), solicitando manifestação sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias. O prazo atual de funcionamento de 180 dias se encerra em 28 de março.
O documento, protocolado na terça-feira (25), é a última tentativa do presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), de obter mais tempo para as atividades do colegiado, que dependem de decisão do Congresso.
Segundo apuração do Metrópoles, Viana informou a aliados que dará uma semana para que Alcolumbre responda; caso contrário, a questão poderá ser levada ao Supremo Tribunal Federal. A possibilidade já havia sido mencionada pelo senador no início da semana, após Alcolumbre não atender a solicitação da comissão.
O presidente do Senado tem demonstrado resistência a comissões parlamentares de inquérito, especialmente após episódios como o depoimento de Virgínia Fonseca à CPI das Bets, considerado por ele como uma "espetacularização" do Legislativo.
Mais cedo, a CPMI aprovou, em votação polêmica, a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente da República. Líderes do governo planejam apresentar a Alcolumbre um pedido formal para anular a decisão.
Viana afirmou que tenta se reunir com Alcolumbre há mais de um mês para discutir a prorrogação da CPMI do INSS. Sem a extensão, o colegiado terá apenas um mês para concluir o relatório final e encerrar os trabalhos.


