Homem relata episódio de racismo em camarote no Carnaval de Salvador; professora critica silêncio da imprensa
Caso foi denunciado nas redes sociais; a professora Bárbara Carine afirmou que a mídia deixou de noticiar o episódio e refletiu sobre a saúde mental de homens negros

Foto: Reprodução/Instagram/@uma_intelectual_diferentona
Um homem denunciou, nas redes sociais, um episódio de racismo vivido em um camarote durante o Carnaval de Salvador. No relato, ele afirmou ter sido impedido de circular no local por outro folião, mesmo após pedir passagem, o que gerou uma discussão contida por pessoas presentes no espaço.
O caso ganhou repercussão após ser compartilhado pela professora e escritora Bárbara Carine. Em um relato publicado nas redes sociais, ela informou a morte do jovem e criticou a ausência de cobertura jornalística sobre o episódio relatado anteriormente.
“Estou recebendo desde que eu abri o meu Instagram aqui essa mensagem de várias pessoas, inclusive sentindo falta, né? As pessoas estão comentando que a mídia não noticiou esse fato, essa situação”, afirmou a professora.
Segundo o relato publicado pelo jovem, o episódio ocorreu enquanto ele tentava atravessar uma área do camarote em meio à aglomeração. Ele contou que pediu licença de forma cordial, mas teve a passagem bloqueada por um homem, que teria ignorado repetidamente os pedidos.
Ainda de acordo com a publicação, após ter os pedidos ignorados, ele reagiu de forma mais firme para conseguir passar, o que resultou em uma discussão posteriormente contida por outros foliões, que intervieram para separar e acolher os envolvidos.
Na reflexão final do relato, o jovem afirmou que a experiência o levou a recordar episódios recorrentes de desumanização vividos por pessoas negras, ressaltando que a cordialidade nem sempre é reconhecida da mesma forma que reações de confronto.
Diante de situações de sofrimento emocional intenso, especialistas reforçam a importância de buscar ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas por dia pelo telefone 188, além de outros canais de escuta e apoio emocional.


