Relator apresenta parecer favorável a acordo Mercosul-União Europeia na Câmara

Texto prevê redução de tarifas e segue para votação em comissão e no Plenário

Por Da Redação
Às

Relator apresenta parecer favorável a acordo Mercosul-União Europeia na Câmara

Foto: Reprodução

O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, apresentou nesta segunda-feira (9) parecer favorável à aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia na Câmara dos Deputados.

O acordo foi assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, e prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação em mais de 90% do comércio entre os blocos. O texto estabelece regras comuns para bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

O parecer responde à mensagem encaminhada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional na última segunda-feira (2). Para que o acordo produza efeitos internos, é necessária a aprovação pelo Legislativo.

A manifestação do relator foi apresentada ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante reunião de líderes realizada nesta segunda-feira na Residência Oficial da Casa.

Segundo Chinaglia, o texto será analisado inicialmente pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. A previsão é de votação nesta terça-feira (10), às 10h. Após a deliberação, a proposta seguirá em regime de urgência para o Plenário da Câmara, com expectativa de votação na semana seguinte ao Carnaval.

Concluída a análise pelos deputados, o texto será encaminhado ao Senado.

No Senado, a Comissão de Relações Exteriores aprovou na última quarta-feira (4) a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a tramitação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. De acordo com o presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo atuará como um "canal" de diálogo com a sociedade e, eventualmente, com ministérios.

O senador afirmou ainda que a tramitação no Senado tende a ser rápida, com análise pela Comissão de Relações Exteriores e pelo Plenário da Casa.

Além do Brasil, o acordo precisa ser aprovado internamente por cada país do Mercosul, conforme os respectivos ritos legislativos. A entrada em vigor plena depende da ratificação por todos os integrantes do bloco, podendo haver implementação em momentos distintos em cada país.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário