Relatora do PL da Misoginia afirma ter sido atacada após a votação, diz coluna
Segundo Soraya, ela recebeu vários ataques de ódio por conta da aprovação da proposta

Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Na noite da última terça (24), a relatora do PL da Misoginia, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatou em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, que foi ameaçada após a aprovação da proposta no Senado.
“Desde a aprovação do projeto, eu tenho sido atacada com uma intensidade impressionante. Eu fiquei até mais de 0h denunciando posts de ódio e não consegui terminar. Hoje, quando acordei, havia mais e mais posts de ódio. Um ódio impressionante, em sua maioria de homens, mas também com uma boa parte de mulheres misóginas”, contou a relatora.
Soraya ainda responsabiliza as big techs pela disseminação do discurso de ódio contra as mulheres nas redes sociais e afirma que elas precisam ser severamente controladas.
“Nós precisamos entrar em um acordo com eles, porque precisam ter uma política muito mais severa em relação a isso. Dias atrás, em uma rede social, vi uma mãe reclamando porque os filhos entram nas redes sociais à vontade, criam perfis, dizem que têm 18 anos e está tudo bem. Então, essa mãe viu que o filho de sete anos estava participando de um desses grupos de Red Pill”, ponderou a senadora.
O projeto relatado por Soraya equipara a misoginia (ódio ou aversão contra mulheres) ao crime de racismo. Assim, a injúria misógina passa a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.
A proposta foi aprovada sob grande resistência da bancada bolsonarista, que se posicionou contra. Se for aprovado pelos deputados, o projeto irá para a sanção do presidente Lula (PT).


