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Secretário do Tesouro Nacional diz que mercado vai entender aumento de gastos

Declaração é em relação à PEC que cria pagamento de benefícios fora do teto de gastos, que deve ser votada nesta quarta (29)

Por Da Redação
Ás

Secretário do Tesouro Nacional diz que mercado vai entender aumento de gastos

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Paulo Valle, secretário do Tesouro Nacional, afirmou que o mercado financeiro vai "entender" o aumento de despesas públicas da PEC que cria pagamento de benefícios fora do teto de gastos. 

O texto, que deve ir para votação no Senado nesta quarta-feira (29), libera R$ 38,75 bilhões em gastos fora do teto e reconhece estado de emergência para autorizar o governo a criar e aumentar programas sociais em ano eleitoral. Ainda nesta quarta, o CDS (Credit Default Swap) de 5 anos –o risco Brasil– superou 300 pontos, com o aumento das incertezas fiscais.

O relatório apresentado pelo relator da PEC (proposta de emenda à Constituição), Fernando Bezerra Coelho(MDB-PE), em entrevista a jornalistas, nesta quarta, realçou cinco pontos: acréscimo de R$ 200 emergenciais ao Auxílio Brasil e zeragem da fila de espera de 1,66 milhão de famílias – R$ 26 bilhões; Elevação do vale-gás para o equivalente em dinheiro a um botijão (R$ 120) por bimestre para 5,86 milhões de famílias – R$ 1,05 bilhão; Voucher de R$ 1.000 para caminhoneiros autônomos – R$ 5,4 bilhões; Subsídio à gratuidade para idosos no transporte coletivo – R$ 2,5 bilhões; Compensação a Estados para garantir competitividade tributária do etanol hidratado em relação à gasolina – R$ 3,8 bilhões.

“Alterar a Constituição em um ano eleitoral sempre traz bastante ruído. Mas é razoável entender que, passada a PEC, sendo aprovada a PEC, os mercados e a sociedade vão entender que a gente continua com o compromisso de consolidação fiscal”, declarou Paulo Valle.

“A gente espera que tenha um efeito agora muito semelhante a dezembro, quando teve a discussão da PEC dos Precatórios. Teve muita incerteza, mas após a aprovação o cenário clareou e a gente voltou para uma trajetória em rumo à consolidação fiscal”, acrescentou.

De acordo com Valle, o ministro Paulo Guedes (Economia) deu aval para os novos benefícios que estão em votação no Congresso Nacional, desde que tenham prazo e limite de custo. O prazo seria até o fim de 2022 e o custo total de renúncias de R$ 55,5 bilhões.

Sobre as despesas, Paulo Guedes afirmou que precisam ser limitadas ao valor de receitas extraordinárias. “Só esses 3 já equivalem a R$ 55,4 bilhões. A PEC que foi publicada hoje é um gasto na PEC de R$ 38,7 bi, mais a desoneração da gasolina R$ 16,8 bilhões, que dão os R$ 55,5 bilhões”, afirmou Paulo Valle.

“Tendo receitas extraordinárias que financiam as despesas extraordinárias, a gente voltou para o ponto de maio. A trajetória fiscal de maio se mantêm exatamente aquela”, declarou.

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