Sem a presença de Lula, acordo comercial vai ser assinado pelo Mercosul e pela UE neste sábado (17); confira os principais pontos
A cerimônia de assinatura vai ocorrer em Assunção no Paraguai, após 26 anos de negociação

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O acordo de livre comércio entre os blocos do Mercosul e União Europeia (UE) vai ser assinado neste sábado (17), às 12h15 (horário de Brasília), em Assunção, no Paraguai, após 26 anos de negociação.
A cerimônia vai contar presença de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, António Costa, presidente do Conselho Europeu, e dos presidentes dos países membros da bloco sul-americano Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai).
O Brasil vai ser representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieria, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai comparecer ao evento devido a agenda.
Após a assinatura, o acordo deverá ser aprovado pelo parlamento europeu e ratificado pelos congressos de cada país que compõem o Mercosul. Somente depois de concluído todos os trâmites, o acordo entrará em vigor.
Sobre o acordo
O acordo, que pode aumentar as exportações do Brasil em torno de US$ 7 bilhões, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), é o caminho para integrar o agronegócio do Mercosul à já estabelecida indústria europeia.
Entre os principais pontos do acordo está a eliminação gradual de tarifas alfandegárias sobre bens e serviços, com o Mercosul zerando as tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos e a UE em 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
Segundo informações do site Agência Brasil, outros pontos importantes do acordo são:
- O acesso ampliado e com menos barreira técnicas do Mercosul ao mercado europeu;
- Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros;
- Cotas agrícolas para produtos sensíveis, para evitar impactos sobre agricultores europeus. No caso da UE as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil, enquanto no mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor;
- Cumprimento de cláusulas ambientais viculantes, como a proibição de produtos ligados ao a desmatamento ilegal;
- Produtos importados devem seguir rígidas regras sanitárias e fitossanitárias e de segurança alimentar.
- Possibilidade de empresas do Mercosul disputarem licitações na UE;
- Proteção à propriedade intelectual com regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais;
- Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores e medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação para pequenas e médias empresas;


