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Sem Lula na lista, Trump convida líderes aliados da América Latina para encontro na Flórida em março

13 líderes devem ser convidados, e o presidente Lula não está incluído na lista

Por FolhaPress
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Sem Lula na lista, Trump convida líderes aliados da América Latina para encontro na Flórida em março

Foto: Ricardo Stuckert/PR

ISABELLA MENON

O presidente dos EUA, Donald Trump, vai reunir líderes da América Latina em um evento previsto para o dia 7 de março, em Doral, perto de Miami, na Flórida.

A Folha apurou que 13 líderes devem ser convidados, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não está incluído na lista. Trump deve reunir apenas presidentes alinhados politicamente com suas pautas, como o argentino Javier Milei e o salvadorenho Nayib Bukele.

O encontro acontece na cidade conhecida como "Doralzuela" pela alta concentração de venezuelanos —o local apoiou o retorno de Trump ao Salão Oval, em 2024, e nas eleições o republicano venceu Kamala Harris.

O evento vai acontecer no Trump National Doral, resort do presidente localizado próximo ao aeroporto de Miami. O local já foi apontado por Trump como onde possivelmente deve receber os líderes mundiais para o G20, que acontece no fim do ano.

Apesar de o convite para este evento não ter se estendido ao Brasil, ainda é esperada um encontro entre Lula e Trump em março, em uma data que ainda deve ser definida. O petista, em declarações recentes, tem afirmado que pretende priorizar a pauta de combate ao crime organizado.

Em dezembro ano passado, Lula encaminhou ao Departamento do Estado uma proposta de fortalecimento da cooperação nesse tema. Nele, o presidente manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, assim como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras.

Em uma ligação entre os líderes, esta proposta foi relembrada. Na última semana, Lula reiterou o desejo de estreitar essa parceria em viagem à Índia. O presidente prevê a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, além de representantes da Receita Federal e da Polícia Federal.

"Qualquer coisa que puder colocar uns magnatas da corrupção na cadeia, nós estamos dispostos a trabalhar. E esses magnatas não moram na favela, não moram no térreo, eles moram em cobertura, moram nos bairros mais chiques do Brasil e nos bairros mais chiques dos EUA", declarou o presidente.

Além da questão da segurança, é esperado que as questões tarifárias também permeiem as conversas. Isso porque, após a derrubada da taxação pela Suprema Corte na última sexta-feira, o presidente Trump anunciou uma tarifa global de 15%. Isto, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, pode beneficiar o Brasil e tornar o país mais competitivo.

"Foi uma medida positiva, eu acho que reforça o encontro do presidente Lula com o presidente Trump agora em março", disse Alckmin, em evento em Aparecida (SP), neste domingo (22).

No entanto, o governo americano já anunciou que vai continuar investigando países com base na Seção 301, dispositivo que permite impor tarifas por supostas práticas comerciais ilegais após investigação. O Brasil é alvo desse procedimento desde o ano passado. Um dos pontos sob análise é o pix.

"Isso preocupa, a chamada Seção 301, mas será esclarecido. O pix é um exemplo para o mundo de uma medida altamente benéfica para a população, sem custo, com garantia e segurança. Outras questões abordadas também serão esclarecidas. Isso já aconteceu no passado, e o Brasil prestou os devidos esclarecimentos", disse o vice-presidente.

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